quarta-feira, julho 18, 2007
Canção
tropeçando na minha luz
eu cá vou caminhando...
tro/pe/çan/do/ na minha cruz
eu cá voo caminhando.............
(Ocidente. Europa.Antes das 1ªs férias.18-Julho-2007)
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O MEDO DA ROSA
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COISAS COMUNS
há pessoas assim, chegam-nos sei lá de onde, instalam-se num lugar qualquer mais substantivo do nosso corpo onde ciclicamente amanhecemos e morremos e parece que as levamos conosco para todo os lados, sem darmos conta da leveza que nos dão.
(Julho-2007)
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terça-feira, julho 17, 2007
Secção: Os GRITOs (6º)
QUANDO ~~O~~MAR~~BATE~~NAS~~ROCHAS~~QUEM?
Dei + uma vez uma vista-de-olhos ao Blog :
"DO PORTUGAL PROFUNDO"
(http://doportugalprofundo.blogspot.com)
e ficou isto.
(17-Julho-2007)
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O Medronho do ALGARVE
O medronho tem o sei quê de solar, enquanto ainda há Verão. Depois de mais uns goles pela tardadiante, tem um não-sei-quê-de-sono toldado de vermelhalanranjado nocturno e uma espécie de lucidez trópega mas espontânea.
- À beira desta varanda onde as gaivotas roçam as suas asas nos meus cabelos.
Mesmo à beira dos sons deste mar aberto a todas as divaganções que sobrevoam as pequenas ciências das palavras,
já me cansam.
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segunda-feira, julho 16, 2007
Momento - Monumento - do - Mundo
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mas de uma coisa essencial
Sento-me ao piano e toco dois prelúdios e
Não me imagino a fazer outra coisa.
É uma espécie de benção para a casa.
Mas não é só isso que significa para mim.
É como que uma redescoberta do mundo
de que me alegro de fazer parte.
Inunda-me a consciência do milagre da vida,
um ser humano."
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VISITA
(Sarau de Poesia. Declamador: Pintor ANTÓNIO DOMNGOS.C.L.P.-2007)
O rol de poemas da N.C. acabou por se fin(d)ar e depois apareceram os eternos diseurs esporádicos, uma Sr.ª a sério de vestido preto bem decotado, um Sr. bem aprumado, a lançar ao ar um poema decorado com a sua própria memória e mais uma menina, bem interessante por sinal, que pegava num livro e descobria um ou outro pedaço da Natália, como se o visse com espanto da sua 1ª vez.
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sábado, julho 14, 2007
Biblioteca,bibliotheck,bibliothrk, library,dsdsf,jtrt,hghd
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IMAGENS AFUNDADAS NA MEMÓRIA ( 9ª )
A luz que se levanta
para os olhos
a dulce vita espalhada
no rosto do dia.
As cores viajantes
na seiva e no sangue
as estrelas caladas
os sons dos pássaros ao lado
as águas do rio. O
momento que se completa
e depois já é outro momento-
-monumento da vida.
(Coisas & loisas da memória.In, "A Primera Imagem"-1998)
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Casal (Série:Ironias do Destino)
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À+CERCA DO AMOR (2º)
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sexta-feira, julho 13, 2007
Duas Janelas Nocturnas
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AS APARENTES LEIS DA DESORDEM
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quinta-feira, julho 12, 2007
QUERO-COMER-TE
O que eu queria era comer-te. E, ao comer-te sentir o gemido mais profundo do teu ser, no fundo atento do meu silêncio e assim puder saber quem somos.
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quarta-feira, julho 11, 2007
A+CERCA DO AMOR
(texto espontâneo,2ª versão, a ser etecetera. 12-07-2007)
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JÁ - NÃO - TOU - NESSA - POR- AÍ - NÃO - VOU - E - PONTO - FINAL
Se me apetecesse, apresentava-me como uma vítima do Mundo, um ser à parte cheio de boas intenções, com 1 coração de ouro de elevados kilates e muito consciente das minhas irrefutáveis razões acerca do que deve ser ou não deve ser a Vida. Mas.
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terça-feira, julho 10, 2007
QUASE SOU FELIZ ENTRE
É Julho é Verão quase sou feliz entre as cores acesas das cerejas e as palmas das mãos tingidas de sinais.
Penso como durmo, é um outro sono no meio do tempo mais vagaroso e às vezes há a palavra "memória" ou a palavra "felicidade" ou outra palavra qualquer cheia de saídas e no fim do dia, ainda dou comigo pelo cais a olhar os barcos que vão e vêm sobre as águas distraídas do rio.
(V. N. Gaia-7/7/07)
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segunda-feira, julho 09, 2007
Entre a História & o Vazio: O Nevoeiro à Beira Mar
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NÃO GOSTO NADA DE CITAÇÕES
Eu não gosto nada de citações, mas hoje apeteceu-me gostar. Foi ao re+ler o "PORTUGAL HOJE, Medo de Existir", de José Gil
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sábado, julho 07, 2007
Secção : Os GRITOs (5º)
Hoje, adoptando uma pose mais distanciada, pergunto:
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quarta-feira, julho 04, 2007
Secção: Os GRITOs (4)
"Fisco deixou escapar 500 milhões de euros em dívidas - A prescrição de dívidas fiscais atingiu, no ano passado, mais de 500 milhões de euros, de acordo com a Conta Geral do Estado de 2006, entregue pelo Ministério das Finanças à Assembleia da República. Trata-se de uma verba que já não será recuperada, uma vez que o direito a recebê-la já caducou, mas o Governo alega que tal não terá impacto nas contas públicas(...)"
E quanto ao "impacto" da coisa, a gente entende clara+escuramente,não é?
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terça-feira, julho 03, 2007
segunda-feira, julho 02, 2007
DEIXEM-ME PASSAR, QUE EU NÃO ESTOU NESSA
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quarta-feira, junho 27, 2007
A Questão
A questão não é mudar o mundo.
A questão é mudar a percepção do mundo.
(Daterra)
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segunda-feira, junho 25, 2007
A Pastora
( Pelas bandas de Castro Laboreiro. Junho-2007)
São seres que se apagam em silencio, vestidas de escuridão entre as pedras de granito onde se sentam e a vastidão do céu para onde largam as recordações de uma vida.
À volta, as poucas ovelhas colhem ainda da terra a seiva verde das ervas. Por perto, o cão castro laboreiro, faz um círculo com os olhos e instala-se descansado.
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sábado, junho 23, 2007
Secção: Os GRITOs (2)
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Secção: Os GRITOs (3 b)
MAIS DO MESMO
Lusa.
"O Ministério da Educação anulou uma pergunta do exame nacional de Física e Química A do ensino secundário devido à existência de um erro.Em causa está a prova de Física e Química A–715, no item 4.2.1. Na alínea D da versão 1 e na alínea B da versão 2, a figura apresenta "uma incorrecção que inviabiliza a concretização de uma resposta correcta", segundo um comunicado da tutela.Para não prejudicar os alunos na classificação final da prova, o ministério decidiu que a nota de cada um dos estudantes que realizou o exame será multiplicada por 1,0417.Ou seja, no caso de um aluno ter 12 valores na prova, por exemplo, a sua nota final no exame será de 12,5, o que corresponde a 13 valores.
Ana Rego, da Sociedade Portuguesa de Química, congratulou-se com a decisão tomada pelo Gabinete de Avaliação Educacional (Gave), salientando a rapidez no processo."(...)
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quarta-feira, junho 20, 2007
(da SECÇÃO: Os GRITOs)
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domingo, junho 17, 2007
TEORIA DO GRANITO
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terça-feira, junho 12, 2007
Melgaço e o resto é Paisagem
(Paisagem em Castro Laboreiro-Junho-2007)
Ainda o meu retiro pelas bandas de Castro Laboreiro. Fiz vários passeios a pé, claro, vi pontes romanas, até uma ponte "celta", vários objectos bem históricos, ali parados há muito tempo. Atravesssei várias aldeias, onde não existia uma placa qualquer com o respectivo nome, e depois dois ou três seres humanos, geralmente mulheres de olhos claros e roupagem negra, ao lado de uma ou outra vaca ou meia dúzia de ovelhas e eu olhava para estes seres e não tinha a certeza se eram deste Mundo.
Claro que as paisagens tiravam-me quaisquer dúvidas.
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terça-feira, junho 05, 2007
JÁ FUI AO PARAÍSO
Há coisas do diabo. Já fui ao paraíso.
E voltei. Estava já quase acordado na cama do meu quarto no Hotel Europa, quando a Ana e a Joyce abriram a porta em leque cheias de sorrisos palpitantes e floridos e me convidaram para dar um passeio pelas franjas de Gaibu. Lá me levantei um tanto ou quanto aturdido pela ressaca da caipirinha da noite anterior, mas depois de beber 2 cocos frescos e verdes, vesti a T-shirt de sempre e os calções de ganga e lá fomos, que nem 1 trio harmonia pelo dia adiante. Passámos pela linda praia de Calhetas, onde vi ondas debruçadas sobre a própria morte, espuma e espuma e mais espuma, depois de serem verde-esmeralda e azul-turquesa, e também vi uma foto do jovem Eusébio no bar lá do sítio, ao lado de N ilustres que por ali tinham po(u)sado algures, ao longo dos seus destinos. Depois, continuámos a caminhar por entre árvores, plantas e cores de vários tamanhos e aromas, até que, a incerta altura, num morro inesperado e cheio de azul muito azul do céu, vi uma tabuleta tosca de madeira com a palavra: PARAÍSO. As minhas companheiras apanharam o meu ar aparvalhado e eu apanhei-as a sorrirem apenas cúmplices. O que é que havia a dizer?
Lá descemos entretidos com os pés de cada um, a saltarem de pedra em pedra, até desembocarmos numa espécie de praia com a água muitomasmuito transparente e a areia quase prateada pelo pôr-do-sol que se diluía até ao esquecimento. Sentámo-nos a olhar e a escutar o mundo através daquele ponto de vista, dentro do ponto de vista de cada um e os três juntos com as 6 vistas desarmadas, despidas, deliradas. Já não sei, e pouco me importa, o tempo (o tempo?) que poisámos ali, a respirar aquele lugar tão belo e simples irrealmente em tudo. Lembro-me vagamente que as palavras eram coisas a mais. E a ninguém lhe passou pela cabeça falar de tal assunto.
Quando regressámos a Gaibu, numa camioneta que ainda circulava, já lá estava instalada uma noite claramente aberta à nossa festa.
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sexta-feira, maio 25, 2007
VALHA-ME NOSSA SR.ª de FÁTIMA
(Performance do artista José Alberto Mar. XIII Bienal Internacional de V. N. Cerveira.2005)
"Vivo num país, cada vez mais, irrrrrrrrrrrrrespirável".
(25 de Maio de 2007)
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domingo, maio 20, 2007
TRÍPTICO ÀS IMAGENS NUAS
1-Por vezes, alguém põe um dedo na ferida. Quero dizer:alguém acorda a sombra geral dos seus nomes e os nomes mergulham nos ritmos do sangue e logo as mãos crescem para os lugares e os lugares crescem com elas e tudo fica mais alto.Há quem passe, olhe de lado e continue a sua vida. Outros há que passam e se detêm por um pormenor mais chamativo.
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sábado, maio 19, 2007
A Louca Dança dos Quadrados (Nº x1)
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AS MÃOS GÓTICAS (Nº5)
Quem poderá receber de um rosto
os segredos que o seu próprio não tem?
Voltamos sempre ao lugar da primeira casa
desses limites de paredes erguidas para os olhos
para que o sono e o silêncio
toquem na beleza o seu mistério.
(in,AS MÃOS E AS MARGENS". Editora Limiar.1991)
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quinta-feira, abril 26, 2007
FORA DO COMPASSO
Dias abundantes na boca
pelos segredos das mãos
ao rebentarem magnéticas
os nomes à-volta.
Inspira-as a cegueira de uma luz
sem fim, como que vencida
pela eterndade.
Não é carne nem é memória
esta respiração. Por ela vivemos
pendurados na pergunta
que respira pelos orifícios da pele
que sorve as queimaduras dos astros.
Talvez só os deuses conheçam a intenção da água
dentro dos corpos. A água fechada
ao fazer um nó às portas dos olhos.
Estrela ou paisagem, quanta claridade
em redor dos dedos a mexerem dentro
as oficinas da terra
os lugares abraçados pelo tacto da fala.
-in, "AS MÃOS E AS MARGENS".Editora limiar,1991-
(Visões Retrospectivas)
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quinta-feira, abril 05, 2007
(Da Série: A Louca Dança dos Quadrados)
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COMO UM FIO-DE -PRUMO A NOITE EM CIMA DE TUDO
27-Março-2007
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terça-feira, fevereiro 27, 2007
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
O ESPANTO SENTADO
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domingo, fevereiro 04, 2007
Acta de uma Flor num dia de Verão
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OLHO DEMORADAMENTE
Serei eu essa luz por detrás do teu corpo a iluminar-te a pele? Ou, simplesmente, serei a janela aberta ao sol?
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sábado, janeiro 27, 2007
TEOREMA CIRCULAR
Através das cores o meu lugar é branco.
Loucura extenuada pelos dedos até ao fim
ou ainda um riso decepado
pelo rigor das noites.
Subterfúgios os espelhos ampliam o mundo.
Para cada palavra uma galeria de palavras.
Em cada cor uma vocação a caminho.
A cada voz uma fronteira de música.
(in, AS MÃOS E AS MARGENS", Editora Limiar-1991)
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sábado, janeiro 06, 2007
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sábado, dezembro 16, 2006
quinta-feira, dezembro 14, 2006
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quarta-feira, dezembro 06, 2006
terça-feira, novembro 28, 2006
quinta-feira, novembro 23, 2006
POR UMA UNHA NEGRA
Foi um tempo de procuras, em que passei por pontes e pontes e nem sequer as via, nem o rio que lá ia para o seu mar, nem os lugares de um lado e do outro, por onde gastava o meu destino, possuído pela dourada cegueira da juventude e por todos os copos de veneno que encontrava. Vi alguns amigos, caírem para dentro de uma luz que nunca mais os largou, foram assim sozinhos para tão longe e nuncanunca mais.
Após, muitas paisagens, comecei a ver que tudo á minha volta era uma imagem que se soltava de dentro de mim, onde eu não era chamado para o caso, nem propriamente ninguém, mas, no fim de contas, todos estávamos lá: pessoas, mundo, vida, animais, plantas, pedras e todos os universos que existem.
Comecei a olhar mais a luz, a luz claramente acesa, a primeira que vem de dentro das pessoas e das coisas.
Descobri um centro que não é centro nenhum, apenas me desloco despido e nu, de centro em centro, na mapa circular da minha idade. Sempre, com o deus presente de tudo á minha volta e o amor íntimo e distante por tudo o que passa por mim.
Gaia - 21-06-2006
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sábado, novembro 18, 2006
sexta-feira, novembro 17, 2006
IMAGENS AFUNDADAS NA MEMÓRIA (15ª)
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terça-feira, novembro 07, 2006
quarta-feira, novembro 01, 2006
Há rostos que tornam as coisas mais simples
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terça-feira, outubro 31, 2006
SILÊNCIO
Um gato escuta o sol, por cima
os pássaros são sombras a voarem.
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sábado, outubro 28, 2006
barcos parados na noite profunda
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(a meu pai)
Ontem, ás tantas da noite, quando me tocaram á porta tão tarde, fiquei um pouco intrigado. Ia já de braço em riste para o puxador, quando vejo o meu pai já dentro de casa, com o seu ar circunspecto e um sorriso levemente matreiro de quem vê alguém com uma cara de espanto sem solução á vista.”Então Gé, como vai isso?”Falou-me no mesmo tom e com as mesmas palavras que ouvi N vezes, como quem pergunta:” Então filho, como vai essa Vida”.”Tá indo bem” disse-lhe enquanto o olhava nos olhos para confirmar o que dissera. Lembrei-me que muitas vezes, quando ele estava deste lado, eu nem sempre era mesmo sincero, embora a resposta fosse sempre a mesma, mas depois percebia que não o tinha convencido.”Entre, sente-se ali no sofá. Toma alguma coisa?”. Não, bem-hajas, agora não preciso de tomar nada, mas vamos lá até ao sofá”. Sentámo-nos lado a lado, enquanto eu o olhava de soslaio verificando que continuava com os seus gestos pousados a reflectirem um sossego interior muito raro, nos dias que correm. A conversa facilmente desembocou, como não poderia deixar de ser, para os lados da Vida e da Morte. Demorámo-nos entre frases, sorrisos e jeitos só nossos de falar das coisas que só as palavras permitem. Depois, quando o dia já se começava a misturar na sala e a realidade daquilo tudo parecia demasiado e também já sentíamos ter esgotado o que nos ia na alma, o meu pai, pôs-me uma mão no ombro e levantou-se com um ar vagamente satisfeito, “pareces cansado, não estás a precisar de ir dormir?”. “É, talvez sejam horas”, e levantei-me também dando-lhe uma palmada afectuosa nas costas. Dirigi-me para a porta e quando me voltei para nos despedirmos mesmo, eu estava ali sozinho.
Gaia - 28.29-05-2006
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segunda-feira, outubro 23, 2006
FORA DO COMPASSO
Dias abundantes na boca
pelos segredos das mãos
ao rebentarem magnéticas
os nomes à-volta.
Inspira-as a cegueira de uma luz
sem fim, como que vencida
pela eternidade.
Não é carne nem é memória
esta respiração. Por ela vivemos
pendurados na pergunta
que respira pelos orifícios da pele
que sorve as queimaduras dos astros.
Talvez os deuses conheçam a intenção da água
dentro dos corpos. A água fechada
ao fazer um nó às portas dos olhos.
Estrela ou paisagem, quanta claridade
em redor dos dedos a mexerem dentro
as oficinas da Terra
os lugares abraçados pelo tacto da fala.
(in, "As Mãos e as Margens".Ed. Limiar.1991.)
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domingo, outubro 22, 2006
O JOGO
Do jogo vêm as mãos caçadoras
a seta incerta no coração da sorte
corpo tangente com um lado intocável
e por mais que os corpos se ousem
o desafio é sempre a veia inicial. O risco.
O acaso. A ilusória aparência de um encontro
sem testemunhas evidentes.
(in, "O Triângulo de Ouro".1988)
(Visões Retrospectivas)
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sábado, outubro 21, 2006
sexta-feira, outubro 20, 2006
ELIPSE PARA OS OLHOS
Em cada gesto
um ofício sem idade
dizendo os corpos em sobressalto
entre as coisas circulares do tempo.
E quem já esteve em muitos lugares
principia e acaba olhando o Mundo
pelas suas formas
e aí morre qualquer hábito
e a vastidão da Terra com sementes
há memória da Vida
e das coisas que acontecem.
(in, "O Triângulo de Ouro",1988)
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quinta-feira, outubro 19, 2006
(Posoidon.Turquia.2002.)
Vi o mármore abandonado ao martelo
a música a cair em si
e depois
as formas dos deuses.
Os olhos sopravam uma luz macia.
(Visões Retrospectivas)
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sábado, outubro 14, 2006
AO PÔR-DO-SOL
Depois, já os lençóis da noite eram muitos e o mundo existia com um peso maior, levantámo-nos ao mesmo tempo, sorrimos o mesmo sorriso ligado, e cada um foi devagar continuar a cumprir o seu destino.
Gaia – 26-08-2006
(São Luís.Maranhão.Brasil.2006.)
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