sexta-feira, agosto 10, 2007

pensamentodoano



P.S. :foi a Manuela Faria - a Manela, minha amigona - (alguém conhece?)
ke me enviou esta "prenda.
Axei tão "gira", tão "gira", tãotanto LINDA, que resolvi
colocá-la aki. Parece ke até, até, nos FAZ Pensar,
Não é?

Há prendas ASSIM: acontecem-nos, e nem Vêmos lá
o Seu AUTOR, & ke importa Tal Coiso?

( Não é?
É ?
Ou,
Não É?

Vá Lá, Decidam-Se!
ke tempo até nem é dinheiro)



PENSAR GLOBAL+MENTE & AGIR LOCAL+MENTE



( a imagem "original" donde saiu esta, pertence à Casa NATURA.)

(Espero que não haja quais ker problemas, nessa coisa dos direitos de autor ou imagem, ou,
pois a minha (?) ideia e dar continuidade à Ideia Deles.e entretanto, quiçá, haverá marketing..)

quinta-feira, agosto 09, 2007

era um dia na Tunísia e haviam 4 minúsculas luzinhas


era uma noite na Tunísia e havia uma luz lá ao


- Julho.2007-

poema ainda cem título(s)

Saudar o Sol 3 vezes
Saudar a Lua também 3 vezes
Saudar o Dia 3 vezes
Saudar a Noite também 3 vezes

... ... ... ...

são assim os meus dias
e nos intervalos, passear-me por entre
belas florestas com muitas cores
(nas árvores, nas plantas, nas flores, nos animais, sobre-
tudo, às vezes, nos pássaros a iluminarem o azzzul
em arco-irís cheios de leveza e canções mudas
de amor assim).


dizia eu, passear-me, também escutando
o meu grande amigo de sempre
uma onda e depois outra
onda
e depois, ainda
ou tra,
onda
que chega adormecer aos meus pés nus
mas não é verdade, Tudo volta a Ser
de novo a mesma-onda-outra vem beijar-me
as mãos, quando me inclino naturalmente
sobre
a
Vida
e, recebo o sal da água, enfim
ancorado em mim.

sei, como sou pequeno e ainda sou
salgado demais para com outros makakóides que poluem
a vida, todas as Vidas, mas
eu pressinto que anda por aqui um deus,
demasiado perto, ouço as luzes e perco o medo,
,aos poucos, também perco a escuridão
e deixo-me esquecer de Todo,
aquilo que fui (não era) : 1 simples esboço
de um ser que agora acorda para uma outra imagem
vã, essencialmente, vã, como todas
no entanto, vou continuar a saudar o Sol, a saudar a Lua
a saudar o Dia & a Noite, porque é daí
que me vem o eco lá longe da fonte
onde as águas invisíveis das estrelas + puras
cantam e cantam e encantam os meus(?) ouvidos



(coisa escrita à 1ª. A necessitar do re+Visões - A gosto de 2007)

-Dedicado à Helena (Blog: "ORION") e a Todos os amigos do peito que tenho(?), por este mundo a fora.




quarta-feira, agosto 08, 2007

Outro "recado" : A NOSSA CASA AZUL


- Há que RESPEITAR ESTA NOSSA GRANDE CASA,
ELA, já começou a Dar-nos (há N Tempo) N Sinais de que
- ASSIM !!! -
NÃO DÁ, Mais
,vamos Lá a VER se os Macacos de coeur noir "Atinam"
(Atinarão mesmo?????????)

As Portas Por Abrir

Nesta Vida: São sempre inúmeras as portas que posso ( e Tu também) abrir,entrar, sair, voltar abrir entrar e sair, etecetera
mente

Sinais ( 2º )

(...) porque eu amo a Vida (meu amor) e então sou cada vez + simples aos teus pés e no alto da minha humildade digna eu serei o teu "escravo", se assim o quiseres, pego-te na mão esquerda e levo-te a dar conta(s) para um lugar de girassóis tranquilos, onde há só 1 deus amarelo, e em cada flor outro pequeno deus de uma cor diferente, é mesmo aqui ao nosso lado, eu levo-te com algum esforço (meu amor) e serás a minha companheira na tua caminhada, mas, só te peço uma coisinha em troca, nada de comércios, concerteza (meu amor), e é apenas isto: p.f. não me atraiçoes com aquela faca do desamor pelas costas, sim só pelas costas eu sou bem frágil porque é aí por aí que nasceram as "minhas" asas que te querem mostrar como é voar.
(cont. de texto anterior.Pág. não sei quantas.Talvez prossiga talvez não)

Azul - Turquesa


Mahdia.2007

Le Bateau Rouge


segunda-feira, agosto 06, 2007

pág.s de um diário que não existe (NUNCA É TARDE?)

são tantas da tarde, sei lá quantas tantas são, e NUNCA É TARDE para.
Cheguei a casa: sofá de descanso pernas esticadas uma ao lado da outra, braços cruzados na nuca e , para já, "soul rebel" para os 2 ouvidos.
Então, antes disto: fui ter com o meu irmão mar, ao "tic-tac", estava Afinal ! uma ventania dos diabos, tal o spide do ar ali, que as bandeiras atiravam para, até sei mesmo para aonde, uma barulheira no mínimo, mui desagradável.
E, lá dentro do "tric & trac" , a coisa também não estava mais nem menos. Só, aparentemente.
Sentei-me, claro, com a tromba que deus me deu, virada para os 2 planos azulados, através de uma janela bem suja, por acaso(?) , e,e,e, às vezes uma gaivota rasgava-me a visão ou a concentração ou algo assim, nesta onda de querer estar só por estar, a pastar o olhar - sem grandes nem pikenos anseios acerca do mundo ou da vida ou outra insignificância qualquer.
Tentei uma ou, até, duas vezes, dar uma vista-de-olhos ao livro que estava comigo, mas não passou disso mesmo.
À-volta, mesmo à minha volta, quase em cima de mim, havia também uma ventania do caraças, só que nesta circunstância era algo de mais ruidozo, Ainda mais.
Havia lá adultos a berrrarem em alto & mau som, uns contra os outros e eu nem entendi porque, até não estavam - digamos assim - a discutirem, pareciam estar (mesmo?) só a conversar - e, volto a repetir-me: porque é que "falllavrrram" azzzim? às vezes, uma ou outra fêmea desta espécie, dava(ou Impunha?) uma daquelas gargalhadas de sons istrridentes (tão a ouvir ?) que azurumbavam o ar, já de si muito , aliás muito mas pouco (tão a ver?), do local. outras vezes, era só 1 guincho, eco eventual de 1, ou outros ou muitos orgasmos sublimados naquela base de freud e pataratas (pedófilos?) do género e o que acontecia nos meus ouvidos?: eram grunhidos rápidinhos, género "Ai-Ai-Ai, meu deus, ke me saiu cá de dentro,mas eu não dei conta de nada, sou inocente, abro as pernas a qualquer 1 sendo sempre uma vítimazinha do coiso dele"(Bai uma "rapinha ali no W.C., sua "loira burra", olá, gabriel ,mon ami du Brasil,Le Penseur, O.K., t,amos nessa,.............e há que o BERRARBERRAR & BERRAR aos ouvidos destes: "eles têm ouvidos mas..não ouvem, eles têm olhos mas... não vêem...." etc
Hó!!!, Mas , Não & Não, sua vaca, o meu esperma é a via láctea para ti e aí eu aprendi a não Ser , só animal.
Claro que também não podiam faltar as crianças nesta estória. Quase todas (porrra hoje, tive mesmo azzzar. e, logo - no meu geito de macacoide - fui obrigado a pensar: "mas ke mal fiz eu a deus?") e, então as pobres crianças eram lógicamente a cara chapada evidentemente das suas respectivas mamãs e dos seus, também respectivos papás.
Coitadas das infelizes. Mas.
Que posso eu fazer (???) por todos estes seres desavindos?
Em função do panorama exposto anteriormente ( segundo o meu ponto de bista, tá certo?) o que é que eu fodia fazer-me?
Foder-me e a tár a ver a coisa a foder-me? Deixar que os meus peidos(que aliás não divulguei na ocasião) pudessem salvar aquilo?
Bom , meu,vamos salvar e jJÁ a pele, + uma vez! - Salbar a pele, e sobretudo a alma, e os oubidos, e os olhos, e o corbo todo.
- Peguei em mim, o mim pegou no seu veículo de 4 rodas redondas e biemos todos juntos para a casa do patrão destes gajos todos.
Aqui , agora já na toca , sentado no meu trono de animal minimamente (?) tranquilo com o meu destino, escuto "Livros" do caetano e vem-me este pensamento à cabeça, como é bom existirem por aí Seres-Humanos assim, a tropeçarem por entre as (suas) estrelas dos caminhos que percorrem e a serem felizes com tudo isso, o que é sempre tão pouco e eles sabem-no, e a dizerem-me longe, o que escuto aqui mesmo - aqui e agora - a-cerca dos maravilhosos sóis comuns que há nos múltiplos universos vivos enfim
(gaia-ciência.6?7? / Agosto/2007?)

1 Sinal, 2 Sinais, 3 Sinais, 4 Sin


(Imagem criada pelo autor do Blog. Cem direitos de autor.Só, cem)

Sinais (1º)

és bela, mesmo quando danças dentro da tua escuridão viva, és uma mulher-verde com o teu corpo de laranjas-acesas e eu saboreio as tuas cores, de longe, de longe, com o tempo aprendi a ser longe para ser mais, perto de Tudo.
E, digo-te também assim: eu amo a Beleza de um corpo belo, amo a Beleza de 1 espírito (ainda) acordado, mesmo que tresloucadamente acurdido com a sua luz que só presssssente, eu amo todos os que (ainda) se querem libertar da sua - própria - escravidão, porque
Antes de tudo, Amo a Vida (mon amour) e então sou cada vez mais simples nas coisas fundamentais do amor, pois só o Amor, é a coisa Fundamental da Vida.
(.......)
( Fragmento s/ ser trabalhado, ainda. Acho que terá cont.)

domingo, agosto 05, 2007

PORTA TRANS TRANSPARENTE



(foto tirada em Mahdia. Tunisia)

pikena ideia - género pensamento ke passou por mim

A bem dizer, só "vemos" à-nossa-volta, o que já somos. Parece-me
que TODAS as formas do Mundo, são
um ténue reflexo
de Todos os seus seres vivos.
A REAL+IDADE é outra. e ESTÁ AQUI, mesmo à frente dos nossos olhos.
Mas.
- Quantos olhos precisamos para a enxergar?
2 ? 20? 200? 2000? 20000000000etcs?

TUNÍSIA

- पेकुएना होमेनागेम à Tunísia-२००७.

पिकेनो pensamento

आ बम dizer, só वेमोस à-नोस्सा-वोलता ओ कुए já सोमोस।
परेस-मे कुए तोदास अस फोर्मस दो मुन्दो, são १ रेफ़्लेक्षो डॉस सेउस सेरेस व्वोस। उमा Ilusão डॉस सेंतिदोस।
आ रेअल+इददे é ओउत्र॥ ए, está अकुई, मेस्मो à फ्रेंते डॉस नोस्सोस ओल्होस।
मस।- कुंतोस ओल्होस प्रेसिसमोस परा आ एन्क्षेर्गर्? २? २०? २००? २०००? २००००००००एत्क् ?.....
(मह्डिया-२०७०?)

sábado, agosto 04, 2007

Um Lugar Assim


(Place do Cairo.Tunísia.2007)

PLACE DO CAIRO

Aqui estou. Sentado. 1º, um sumo de laranjas a sério. Agora, um chá, bem quente, de menta. Tranquila+mente.
Há pessoas à minha volta, todos Tunisinos de gema,-,- duas gajas lá das europas. São as únicas a sacudirrrem o ar geral com ruídos: Altas palavras, Altas rizadaz, altas (a penas) por fora.
Esta praça de Mahdia é um lugar onde poiso, ás vezes, para aprender, + um pouco do espírito deste País. Contudo. Com Tudo, Claro.
.......... ...... ..... ... .
aconteceu-me, mesmo agora, abrir-se ali outra porta, "doucement", e então
lá voo eu para out

-Tunísia-2007 (?) -

sexta-feira, agosto 03, 2007

A QUESTÃO (2ª)

A QUESTÂO NEM É, MUDAR O MUNDO.

A (1ª) QUESTÃO É MUDARMOS A NOSSA PERCEPCÃO ACERCA DO MUNDO.


E
ENTÃO
DEPOIS,
sim

Lembranças de Viagens



Re gre s sei há pouco de 1 País, do chamado "mundo árabe". Trouxe na mala 2 ou 3 objectos. Entre eles, um exemplar do CORÃO.
Comigo trouxe muuuiiitas outras COISAS.


(Gaia-3-8-07)

quarta-feira, julho 18, 2007

1 Aqui, 2 Acolá, Tudo é IMENSO / Ou, Não É?

(Rio Preguiças.Pequenos Lençóis.Estado do Maranhão.Brasil)

Canção

tropeçando na minha luz
eu cá vou caminhando...
tro/pe/çan/do/ na minha cruz
eu cá voo caminhando.............




(Ocidente. Europa.Antes das 1ªs férias.18-Julho-2007)

Auto-Retrato


(Autor: José Alberto Mar. Técnica-Mista)

O MEDO DA ROSA

Eu sei a rosa da cor da luz ao amanhecer o mundo, a primeira imagem antes de qualquer palavra, mesmo antes do verbo , era deus e a sua solidão era deus a sonhar a minha vaidade de o imaginar assim, na soberba imensidão vazia, que nunca foi.
-Sei como a rosa se levantou, pétala a pétala, no seu fulgor de luz errante, hilariante e como o seu esforço vai adiante.
Sei e claro que não sei, a cor da rosa, nem a imagem da própria rosa, nem essse deus nada assim, de que vos falo só para me libertar de mim, e assim pressentir nas palavras que semeio, esta assustadora liberdade de ser humano.
(Algures em Julho de 2007)

A Dança das Cabeças


(Autor: J.A.M. Desenho. Técnica-Mista.65X85)

COISAS COMUNS


pessoas assim, chegam-nos sei lá de onde, instalam-se num lugar qualquer mais substantivo do nosso corpo onde ciclicamente amanhecemos e morremos e parece que as levamos conosco para todo os lados, sem darmos conta da leveza que nos dão.
E com o tempo, prolongam-nos entre as palavras anónimas das conversas mais íntimas, sem nada sabermos do que acontece e que importa?









(Julho-2007)

terça-feira, julho 17, 2007

Secção: Os GRITOs (6º)

QUANDO ~~O~~MAR~~BATE~~NAS~~ROCHAS~~QUEM?

Dei + uma vez uma vista-de-olhos ao Blog :

"DO PORTUGAL PROFUNDO"

(http://doportugalprofundo.blogspot.com)

e ficou isto.





(17-Julho-2007)

O Sopro


O Medronho do ALGARVE

O medronho tem o sei quê de solar, enquanto ainda há Verão. Depois de mais uns goles pela tardadiante, tem um não-sei-quê-de-sono toldado de vermelhalanranjado nocturno e uma espécie de lucidez trópega mas espontânea.


- À beira desta varanda onde as gaivotas roçam as suas asas nos meus cabelos.

Mesmo à beira dos sons deste mar aberto a todas as divaganções que sobrevoam as pequenas ciências das palavras,
já me cansam.








segunda-feira, julho 16, 2007

Momento - Monumento - do - Mundo


( V. N. de Cerveira-Julho.2007)

"Ao longo dos últimos oitenta anos, comecei
cada dia da mesma maneira.
Não se trata de uma rotina mecânica,
mas de uma coisa essencial
à minha vida diária.
Sento-me ao piano e toco dois prelúdios e
fugas de Bach.
Não me imagino a fazer outra coisa.
É uma espécie de benção para a casa.
Mas não é só isso que significa para mim.
É como que uma redescoberta do mundo
de que me alegro de fazer parte.
Inunda-me a consciência do milagre da vida,
da sensação prodigiosa de ser
um ser humano."
(Pablo Casals . 1876-1973)

VISITA

(Sarau de Poesia. Declamador: Pintor ANTÓNIO DOMNGOS.C.L.P.-2007)



Fui a uma espécie de recital de poesia. Era 1 amigo que ia declamar poemas da Natália Correia e quando se trata de amigos, eu até apareço quando calha.(quando não se trata de amigos, eu só apareço se calhar, por acaso). Gostei da coisa. O meu amigo tem geito para aquilo, escolheu com ritmo q.b. o alinhamento dos poemas, estes saíram da boca para o ar com a intenção de tocar nos presentes e tudo isto, foi benzinho até ao fim, na companhia de um wuisky (meio-marado) onde só uma pedra de gelo teimava em ruidar demais.
O rol de poemas da N.C. acabou por se fin(d)ar e depois apareceram os eternos diseurs esporádicos, uma Sr.ª a sério de vestido preto bem decotado, um Sr. bem aprumado, a lançar ao ar um poema decorado com a sua própria memória e mais uma menina, bem interessante por sinal, que pegava num livro e descobria um ou outro pedaço da Natália, como se o visse com espanto da sua 1ª vez.
Também tirei fotografias, para um lado e para o outro. Registei o acontecimento, como um bom aprendiz a profissional na matéria, ou quase.
Um dia destes, olho para estas imagens e já não me lembro em que noite ou dia aconteceram.
Depois, vim para casa, e tudo isto já era uma outra coisa qualquer.
(Julho-2007)

sábado, julho 14, 2007

Biblioteca,bibliotheck,bibliothrk, library,dsdsf,jtrt,hghd


IMAGENS AFUNDADAS NA MEMÓRIA ( 9ª )

A luz que se levanta
para os olhos
a dulce vita espalhada
no rosto do dia.
As cores viajantes
na seiva e no sangue
as estrelas caladas
os sons dos pássaros ao lado
as águas do rio. O
momento que se completa
e depois já é outro momento-
-monumento da vida.



(Coisas & loisas da memória.In, "A Primera Imagem"-1998)

Casal (Série:Ironias do Destino)


(Desenho de J.A.M.-Técnica Mista-50X30)

À+CERCA DO AMOR (2º)

Conta uma lenda indígena que, certa vez, Touro Bravo e Nuvem Azul chegaram de mãos dadas à tenda de um velho feiticeiro da tribo e pediram:
- Nós nos amamos e queremos ficar juntos. Amamo-nos tanto que queremos um conselho que nos garanta ficar sempre juntos, que nos assegure estar um ao lado do outro até a morte. Há algo que possamos fazer?
E o velho, emocionado, ao vê-los tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse:
- Há, há algo que podeis fazer: Nuvem Azul deves, apenas com uma rede, caçar o falcão mais vigoroso e traze-lo aqui, com vida. E tu, Touro Bravo, deves caçar, também, apenas com uma rede, a mais brava de todas as águias e trazê-la para mim, viva!
Os jovens abraçaram-se com ternura e logo partiram para cumprir a missão.E o feiticeiro postou-se na frente da tenda para esperar os dois amantes com as aves.O velho constactou que eram realmente os formosos exemplares que lhes havia pedido e ordenou:
- Peguem as aves e amarrem uma à outra pelos pés com essas fitas de couro. Soltem-nas amarradas para que voem livres.
Eles fizeram o que lhes foi ordenado e soltaram os pássaros. A águia e o falcão tentaram voar, mas conseguiram apenas saltar pelo terreno.Minutos depois, irritadas pela impossibilidade de voar, as aves se atiraram-se uma contra a outra, bicando-se até se magoarem.
E o velho disse:
- Jamais esqueçam o que estão vendo, este é o meu conselho.

sexta-feira, julho 13, 2007

Duas Janelas Nocturnas



"Eu me pergunto: se eu olhar a escuridão com uma lente,
verei mais que a escuridão?"
- in, A Paixão Segundo G.H. de Clarisse Lispector)

AS APARENTES LEIS DA DESORDEM

paisagens e mais paisagens e eu entro e saio com a cabeça iluminada pela leveza por onde muito vivo. Altura, largura e comprimento, eis as 3 linhas, onde me puseram a respirar.
Mas - eu voo. E nestes voos há estrelas domesticadas pelas almas de quem é pouco. Tudo se passa em silêncio, porque os homens ainda são demasiado barulhentos e afugentam o que é grande.
(2007)

quinta-feira, julho 12, 2007

"A Fenda Erótica"


QUERO-COMER-TE


O que eu queria era comer-te. E, ao comer-te sentir o gemido mais profundo do teu ser, no fundo atento do meu silêncio e assim puder saber quem somos.
Depois, Sentir se o teu Universo é junto ao meu, ou se ambos nos encontrámos por um acaso cúmplice que ainda anda longe de nós.
(Gaia-Algures baila a letra "M."13-07-2007)

quarta-feira, julho 11, 2007

Uma Sombra Sobre a Rosa


(Julho-2007)

A+CERCA DO AMOR

(fragmento)
e andamos nós e elas e eles à procura de um amor especial, que os salve do inferno legalizado e sem-norte dos dias que correm, como se tal fosse assim possivel.
Todo este desejo, toda esta busca vive , nasce e volta a renascer de um nevoeiro espesso e branco. Encontra os outros, como estátuas inesperadas, que no fim de contas, procuram o mesmo.
Ás vezes, tocam-se, mas trocam-se de um modo tão urgente, cruzam e entrecruzam laços & abraços & números de telemóveis, mas tudo são gestos esfumados, feitos da pressa miudinha que a solidão vazia gera e não há tempo para se instalarem no interior dos corpos que os armou.
E, "armar" um facto, nada tem haver com viver um acto de amor .
De um lado há o vermelho e do outro, o cor-de-laranja, quando nos lembramos com nitidez, das laranjas bem maduras penduradas nas verdes nuvens das folhagens das suas árvores, e já agora, quando depois levantamos os olhos para um céu azul-espelho de um mar evidentemente transparente.
Quero eu dizer: só podemos encontrar um amor, quando saímos pelo mundo, muito+ frágeis muito + fortes, bem ligados à nossa voz mais íntima, porque o seu eco para os outros, já anda por fora de nós.
(texto espontâneo,2ª versão, a ser etecetera. 12-07-2007)

Coisas Simples


JÁ - NÃO - TOU - NESSA - POR- AÍ - NÃO - VOU - E - PONTO - FINAL


Se me apetecesse, apresentava-me como uma vítima do Mundo, um ser à parte cheio de boas intenções, com 1 coração de ouro de elevados kilates e muito consciente das minhas irrefutáveis razões acerca do que deve ser ou não deve ser a Vida. Mas.
Não me apetece nenhuma pose, nenhum troco, nenhum aplauso, nenhum negócio. Eu cá ando, distraído para os lados onde deus se vai revelando sem parar. Nada de transcendente, caros amigos, nada de voos vertivais onde o espírito se desapega do corpo e depois , a certa altura, já não sabemos nada.
Refiro-me às coisas + simples dos dias. Exemplos? São tãotantos e a melhor literatura fala deles como cachos de uvas num bom ano de colheita.
deus está sempre em todos os lugares e em todos os momentos. Basta estarmos atentos aos seus pormenores, aos nossos gestos dentro e fora dos seus, basta estarmos inteiros para todos os lados abertos.
Não estou nessa de impingir mais uma solução. Falo de mim, porque é assim que a gente é. Como quem quer partilhar os seus pequenos sinais na passagem por este mundo. Como quem, procura as respostas que nunca terei. Como quem se espanta, em cada instante, pelo facto de haver Vida , e de nós estarmos precisamente aqui!, mais ou menos acordados, dentro desta Vida, e nada sabermos da imensa noite profunda que nos ilumina.
(texto imediato-12-07-2007)

terça-feira, julho 10, 2007

A Viagem


QUASE SOU FELIZ ENTRE

É Julho é Verão quase sou feliz entre as cores acesas das cerejas e as palmas das mãos tingidas de sinais.
Penso como durmo, é um outro sono no meio do tempo mais vagaroso e às vezes há a palavra "memória" ou a palavra "felicidade" ou outra palavra qualquer cheia de saídas e no fim do dia, ainda dou comigo pelo cais a olhar os barcos que vão e vêm sobre as águas distraídas do rio.


(V. N. Gaia-7/7/07)

segunda-feira, julho 09, 2007

Entre a História & o Vazio: O Nevoeiro à Beira Mar


(Foto de J.A.M.-Algures na Costa Atlântica)

NÃO GOSTO NADA DE CITAÇÕES

Eu não gosto nada de citações, mas hoje apeteceu-me gostar. Foi ao re+ler o "PORTUGAL HOJE, Medo de Existir", de José Gil

"(...) Uma diplomata francesa que tinha vivido longos anos na China e, mais tarde, em Portugal, dizia que os portugueses eram "os chineses do Ocidente". E explicava: os chineses nunca vão directamente ao assunto, dão voltas e mais voltas antes de lá chegar e sempre em termos velados. Os portugueses fazem o mesmo: aproximam-se indirectamente, percorrem espirais, caminhos ínvios e barrocos até abordar claramente a questão.Tanta precaução indicia uma recusa de enfrentamento.(...) Debaixo da precaução, da cautela, da desconfiança, habita o medo.(...) "
"(in, "Portugal Hoje, Medo de Existir"- Editora Relógio de Água-2005. A palavra medo, em negrito, foi colocada pelo autor deste Blog.)
V. N. Gaia-09/07/2007

sábado, julho 07, 2007

APETECE-ME-TAR-COMO-ESTE-GAJO


(Galicia-Junho.2007)

Secção : Os GRITOs (5º)

COME & CALA-TE
"Represálias sobre os trabalhadores grevistas; instauração de um processo ao professor que fez uma piada sobre o curso de josé Sócrates; demissão da Directora de um Centro de Saúde por causa de um cartaz "jocoso"; nomeação em catadupa de militantes do PS para cargos na sub-região de saúde de Braga; perseguição a funcionários públicos acusados de "bufos"; manifestantes anti-sócrates processados; uma Secretária de Estado que diz que criticar o Governo só em casa e no café. A oposição acusou o Governo de não respeitar as regras democráticas e de derivar para o puro autoritarismo.João Semedo, deputado do BE, foi peremptório: «Para o PS, a administração pública, os serviços públicos, dirigem-se, orientam-se e comandam-se como um gigantesco exército em tempo de guerra, movido a uma só voz, em que fala o de cima e cala o de baixo, à velha maneira da boa disciplina e do muito respeitinho que quem manda aqui somos nós.»"
(Jornal Esquerda, on-line. 5-Julho de 2007)

O que há a dizer? MUITAS COISAS!
Hoje, adoptando uma pose mais distanciada, pergunto:
Como modificarmos a ordem social vigente sem modificarmos antes antes a cultura, de que é uma emanação?

quarta-feira, julho 04, 2007

Secção: Os GRITOs (4)


"Fisco deixou escapar 500 milhões de euros em dívidas - A prescrição de dívidas fiscais atingiu, no ano passado, mais de 500 milhões de euros, de acordo com a Conta Geral do Estado de 2006, entregue pelo Ministério das Finanças à Assembleia da República. Trata-se de uma verba que já não será recuperada, uma vez que o direito a recebê-la já caducou, mas o Governo alega que tal não terá impacto nas contas públicas(...)"
(Jornal de Noticias,3 de Julho-2007. Letras em negrito, feito pelo autor do Blog)
Pergunta-se:Não era nesta zona que havia um SR. Excelente a gerir a máquina fiscal, e que ganhava num só ano, mais do que muitos portugueses ganham em 10 ou 20 ou 30 anos e até era pago com os impostos destes mesmos portugueses?
E quanto ao "impacto" da coisa, a gente entende clara+escuramente,não é?

terça-feira, julho 03, 2007

Madama de Silgar

(Galicia. Junho - 2007. Foto de J.A.M.)

segunda-feira, julho 02, 2007

DEIXEM-ME PASSAR, QUE EU NÃO ESTOU NESSA

estivemos quase a queimarmo-nos, quase, os 2 corpos unidos por um laço de chamas e o grito que saiu do meio da noite. 1 grito que fustigou um véu de estrelas que se afastou dos olhares.
Eu caminhava na solidão dos meus sinais e ela, também. Encontrámo-nos numa ilha sem nome e aconteceu. Ambos sabiamos que deus é um ser onde nos perdemos para sempre e nunca haverá regresso. Por desamor às circunstãncias. Mas. Naquele momento eramos atentos e a luz da manhã começava nos nossos rostos. Foi 1 beijo, só um beijo de quem se encontra, cheio de vida e no meio de um caminho qualquer.
(Junho-2007)

quarta-feira, junho 27, 2007

A Questão

A questão não é mudar o mundo.
A questão é mudar a percepção do mundo.


(Daterra)

segunda-feira, junho 25, 2007

A Pastora

( Pelas bandas de Castro Laboreiro. Junho-2007)

São seres que se apagam em silencio, vestidas de escuridão entre as pedras de granito onde se sentam e a vastidão do céu para onde largam as recordações de uma vida.

À volta, as poucas ovelhas colhem ainda da terra a seiva verde das ervas. Por perto, o cão castro laboreiro, faz um círculo com os olhos e instala-se descansado.



REGRESSO ÀS PAISAGENS


(Castelo de Castro Laboreiro. Junho-2007)

sábado, junho 23, 2007

Secção: Os GRITOs (2)

Telecomunicações 2007-06-22 17:17
"AG da PT aprova a nomeação de dois novos administradores para a Assembleia Geral da Portugal Telecom (PT) reunida hoje aprovou, entre outros pontos, a nomeação de dois novos membros (Rafael Luís Mora Funes e José Guilherme Xavier de Basto) para a composição do Conselho de Administração, que passa assim a ser composto por 23 membros."
Só 23?...
P.S. O imposto mensal dos telefones fixos da PT, ainda existe?

Secção: Os GRITOs (3 b)


MAIS DO MESMO
Devido a um erro, Ministério anula uma pergunta da prova de Física e Química 22.06.2007 - 16h46.
Lusa.
"O Ministério da Educação anulou uma pergunta do exame nacional de Física e Química A do ensino secundário devido à existência de um erro.Em causa está a prova de Física e Química A–715, no item 4.2.1. Na alínea D da versão 1 e na alínea B da versão 2, a figura apresenta "uma incorrecção que inviabiliza a concretização de uma resposta correcta", segundo um comunicado da tutela.Para não prejudicar os alunos na classificação final da prova, o ministério decidiu que a nota de cada um dos estudantes que realizou o exame será multiplicada por 1,0417.Ou seja, no caso de um aluno ter 12 valores na prova, por exemplo, a sua nota final no exame será de 12,5, o que corresponde a 13 valores.
Ana Rego, da Sociedade Portuguesa de Química, congratulou-se com a decisão tomada pelo Gabinete de Avaliação Educacional (Gave), salientando a rapidez no processo."(...)
E, Até houve CONGRATULAÇÕES, e Tudo! Estão todos de Parabéns!..

quarta-feira, junho 20, 2007

O Barco Nocturno

(Rio Preguiças.Estado do Maranhão. Brasil)

(da SECÇÃO: Os GRITOs)

(20 de Junho de 2007)

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(Apelo)
Há notícias no nosso jardinzinho, que apesar de já contarmos com elas - infelizmente-, ainda me provocam um estranhíssiiiiimo incómodo. É o caso.
Se ainda não destruiram de todo, nas Pessoas deste País,aquele sentimento saudável e humano que se designava por solidariedade, eis aqui uma forte razão para o demonstrarmos.
Principalmente, a nós próprios e a quem nos divide mais, para mais reinar.
P.S. Visitem o Blog do nosso colega!



domingo, junho 17, 2007

Relógio de Sol


(Obra de artesão. Algures numa povoação sem nome. Minho)

TEORIA DO GRANITO

É uma pedra fechada calada em torno de si. Com 1 ser centrado em três visões. É um laço de cinza com o peso dos horizontes anunciarem a chuva. E a água passa por cima. Em camadas leves como os lençóis no Verão sobre os corpos sonolentos. Leves, leves como os sonhos que voam e abrem as manhãs do esquecimento.
É por dentro da pedra que a memória se funda e aprofunda o tempo das gerações barrocas, os gestos rendilhados do espírito de um povo.
(Porto-Junho-2007)

terça-feira, junho 12, 2007

Melgaço e o resto é Paisagem

(Paisagem em Castro Laboreiro-Junho-2007)

Ainda o meu retiro pelas bandas de Castro Laboreiro. Fiz vários passeios a pé, claro, vi pontes romanas, até uma ponte "celta", vários objectos bem históricos, ali parados há muito tempo. Atravesssei várias aldeias, onde não existia uma placa qualquer com o respectivo nome, e depois dois ou três seres humanos, geralmente mulheres de olhos claros e roupagem negra, ao lado de uma ou outra vaca ou meia dúzia de ovelhas e eu olhava para estes seres e não tinha a certeza se eram deste Mundo.

Claro que as paisagens tiravam-me quaisquer dúvidas.


terça-feira, junho 05, 2007

A Caminho da Praia de Calhetas


(Agosto-2005)

JÁ FUI AO PARAÍSO

JÁ FUI AO PARAÍSO

Há coisas do diabo. Já fui ao paraíso.
E voltei. Estava já quase acordado na cama do meu quarto no Hotel Europa, quando a Ana e a Joyce abriram a porta em leque cheias de sorrisos palpitantes e floridos e me convidaram para dar um passeio pelas franjas de Gaibu. Lá me levantei um tanto ou quanto aturdido pela ressaca da caipirinha da noite anterior, mas depois de beber 2 cocos frescos e verdes, vesti a T-shirt de sempre e os calções de ganga e lá fomos, que nem 1 trio harmonia pelo dia adiante. Passámos pela linda praia de Calhetas, onde vi ondas debruçadas sobre a própria morte, espuma e espuma e mais espuma, depois de serem verde-esmeralda e azul-turquesa, e também vi uma foto do jovem Eusébio no bar lá do sítio, ao lado de N ilustres que por ali tinham po(u)sado algures, ao longo dos seus destinos. Depois, continuámos a caminhar por entre árvores, plantas e cores de vários tamanhos e aromas, até que, a incerta altura, num morro inesperado e cheio de azul muito azul do céu, vi uma tabuleta tosca de madeira com a palavra: PARAÍSO. As minhas companheiras apanharam o meu ar aparvalhado e eu apanhei-as a sorrirem apenas cúmplices. O que é que havia a dizer?
Lá descemos entretidos com os pés de cada um, a saltarem de pedra em pedra, até desembocarmos numa espécie de praia com a água muitomasmuito transparente e a areia quase prateada pelo pôr-do-sol que se diluía até ao esquecimento. Sentámo-nos a olhar e a escutar o mundo através daquele ponto de vista, dentro do ponto de vista de cada um e os três juntos com as 6 vistas desarmadas, despidas, deliradas. Já não sei, e pouco me importa, o tempo (o tempo?) que poisámos ali, a respirar aquele lugar tão belo e simples irrealmente em tudo. Lembro-me vagamente que as palavras eram coisas a mais. E a ninguém lhe passou pela cabeça falar de tal assunto.
Quando regressámos a Gaibu, numa camioneta que ainda circulava, já lá estava instalada uma noite claramente aberta à nossa festa.
(última versão deste texto-Maio-2007)

sexta-feira, maio 25, 2007

VALHA-ME NOSSA SR.ª de FÁTIMA

(Performance do artista José Alberto Mar. XIII Bienal Internacional de V. N. Cerveira.2005)




"Vivo num país, cada vez mais, irrrrrrrrrrrrrespirável".

(25 de Maio de 2007)



domingo, maio 20, 2007

A Ponte


(Desenho. Ténica-Mista)

TRÍPTICO ÀS IMAGENS NUAS


1-Por vezes, alguém põe um dedo na ferida. Quero dizer:alguém acorda a sombra geral dos seus nomes e os nomes mergulham nos ritmos do sangue e logo as mãos crescem para os lugares e os lugares crescem com elas e tudo fica mais alto.Há quem passe, olhe de lado e continue a sua vida. Outros há que passam e se detêm por um pormenor mais chamativo.
2-Claro que todos os lados, todos os nomes são pretextos.E os lugares também. Nascemos e morremos por uma graça indomável perdida no tempo. Andamos às voltas disto tudo enquanto por dentro acordam e adormecem as sementes povoadas pelos estranhos frutos de uma sede sem fim.
3-Vozes e imagens que cantam a vida e o exemplo dos milhares de sóis mesmo sabendo-se que para outros olhares, há um abismo memorial nas cabeças uma outra idade outra boca menos cercada pelos dons dos dias, na transformação dos corpos.
(in, "A Primeira Imagem".1998)

sábado, maio 19, 2007

A Louca Dança dos Quadrados (Nº x1)


AS MÃOS GÓTICAS (Nº5)

Quem poderá receber de um rosto
os segredos que o seu próprio não tem?

Voltamos sempre ao lugar da primeira casa
desses limites de paredes erguidas para os olhos
para que o sono e o silêncio
toquem na beleza o seu mistério.

(in,AS MÃOS E AS MARGENS". Editora Limiar.1991)

quinta-feira, abril 26, 2007

33




FORA DO COMPASSO

Dias abundantes na boca
pelos segredos das mãos
ao rebentarem magnéticas
os nomes à-volta.
Inspira-as a cegueira de uma luz
sem fim, como que vencida
pela eterndade.
Não é carne nem é memória
esta respiração. Por ela vivemos
pendurados na pergunta
que respira pelos orifícios da pele
que sorve as queimaduras dos astros.
Talvez só os deuses conheçam a intenção da água
dentro dos corpos. A água fechada
ao fazer um nó às portas dos olhos.
Estrela ou paisagem, quanta claridade
em redor dos dedos a mexerem dentro
as oficinas da terra
os lugares abraçados pelo tacto da fala.

-in, "AS MÃOS E AS MARGENS".Editora limiar,1991-
(Visões Retrospectivas)

quinta-feira, abril 05, 2007

(Da Série: A Louca Dança dos Quadrados)

(Vozes Comunicantes Nº 13. Técnica-Mista. 80X170)

COMO UM FIO-DE -PRUMO A NOITE EM CIMA DE TUDO

Como um fio-de-prumo a noite. Em cima de tudo. E por dentro, uma voz insidiosa e duradoira, o ouro breve dos momentos atravessa a escuridão com a velocidade dos sinais do Mundo. Também há o universo aceso para todos os lados, e os candelabros dos nossos pensamentos são fagulhas que no ar se cruzam e entrelaçam e enlaçam as substâncias que unem os cenários das vidas. Tudo tem um propósito errante e nenhuma voz cabe dentro de todas as línguas faladas, caladas da Terra.



27-Março-2007

terça-feira, fevereiro 27, 2007

S/T

(Desenho de J.A.M.- Técnica-Mista.60X80)

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

O BARCO PARADO

(Rio Preguiças. Maranhão. Brasil)

O ESPANTO SENTADO

Estás no meio da noite, no meio da vida e tudo o que és tem um só nome: silêncio.Por dentro e por fora, o brilho do Mundo abre os teus olhos. Eu chamo a voz adormecida nesse silêncio que outros apagam em palavras. Já fui rei e mendigo, nasci e morri muitas vezes, e agora, todo o sentido de uma vida é água a crescer para o seu mar.
Não há luar, no entanto levanto os olhos para os astros com a suspeita de uma luz desalmada em tudo.
(15-02-2007)

domingo, fevereiro 04, 2007

Acta de uma Flor num dia de Verão

(Desenho.Técnica-Mista)

OLHO DEMORADAMENTE

Olho demoradamente uma das fotos. Estás no sofá, deitada e feliz com a mão direita estendida a chamar a minha mão ausente. Os teus cabelos vermelhos ondulam com a tua alegria. O teu corpo horizontal está parado em ti, disponível. A mama visível repousa de um lado, no seu lado só seu. A tua boca está aberta ao teu sol. Nos teus olhos eu vejo-me como um xamã no último terraço do seu ser.
Serei eu essa luz por detrás do teu corpo a iluminar-te a pele? Ou, simplesmente, serei a janela aberta ao sol?

sábado, janeiro 27, 2007

INVERNO


TEOREMA CIRCULAR

Através das cores o meu lugar é branco.


Loucura extenuada pelos dedos até ao fim
ou ainda um riso decepado
pelo rigor das noites.


Subterfúgios os espelhos ampliam o mundo.


Para cada palavra uma galeria de palavras.
Em cada cor uma vocação a caminho.
A cada voz uma fronteira de música.

(in, AS MÃOS E AS MARGENS", Editora Limiar-1991)

sábado, janeiro 06, 2007

(S. Luis.Maranhão. Brasil.2006.)

sábado, dezembro 16, 2006

uma ilha

(Rochedo dos Pássaros.Cabo Verde. 2005)

quinta-feira, dezembro 14, 2006


Eu tomava banho era um peixe no mar. Alguém, lá longe, olhava-me. Tudo á-volta estava azul. E todas as cadeiras da praia eram poucas para o meu cansaço do Mundo.

quarta-feira, dezembro 06, 2006

a lua e os seus dons

(DESENHO. Técnica-Mista.45X25)
J.A.M.