domingo, setembro 02, 2007

Algures Li isto, Sei Lá Aonde...

Li algures "isto", este pequeno diamante
para a pedreira* do pensamento,
ou do conhecimento ou, quiçá,
da sabedoria:

"OS DEUSES VENDEM-NOS O QUE NOS DÃO".







(* de Manoel de Barros, claro)

Uma Flor para uma Porta dos Árabes que Andam na MÓ-de-Baixo, por estes Lados (Made : U.S.A.). Então Cristãos do OCIDENTE NÂO SOMOS - MESMO - IRMÃOS?


(Foto dedicada a todos os meus Amigos árabes, dos quais me despedi com 4 beijos, como é lá hábito). I am Not Turist. Julho de 2007.

e : TUDO Está Ligado


(Gaia-Cîência. 2?-Set.-2007)

ENCONTRO DEPOIS DE TANTOS TEMPOS

Tudo começou pela (sua) voz ao telefone e eu estava a dormitar, cansado de tanta coisa inútil e vã deste Mundo & dos Outros, quando de repente
algo me deslocou, era um ruído estranhozzzinho na Altura e peguei naquela coisa de onde vinha aquilo,
e então:
ouço um mar de sons bem ondulados, bem tranquilos, lá do(s) fundo(s) de um ser humano assim, e então,
algo em mim acordou - mesmo - para a Vida, mais uma vez, um eu de mim, sentiu que Tudo valia a pena, ao estar a sonhar ou ao estar acordado, e depoisdepois
eu já estava com ela ali à minha frente e , desde logo, eu soube quem era "você" aí, sentada, olhando-me dentro, com um fundo indefinito de surpresa mal-disfarçada, e qual o espanto, meu deus?
Acho que ambos sentimos que era mais um encontro depois de muito tempo ( muito tempo?...o tempo?), tu na tua viajem e eu na minha, voltávamos a ser quase 1,e logo desceu a conversa e só nós dois sentimos que tudo aquilo era outra vez quase igual, assim: - já com a luz mais simples e purificada nos olhares, após isto & aquilo das vidas, trocávamos , mais uma vez, as pequenas luzes das nossas viajens, tu mais Bela do que nunca e eu mais livre & vagabundo apenas,
e tudo foi tão densamente leve, le v v ve, que as minhas asas agora estão murchas, pois, já não estás aqui e
só um copo cheio de "Brahma"* me escancara de caras , o sol que o meu rosto parece merecer,
neste momento


(* Cerveja brasileira, mt boa, na minha opinião)


-BRASIL.São Luís do Maranhão.24-04-2007. 18 H. Praia Ponta de Areia. Com o Pôr-do-Sol como testemunha-

quarta-feira, agosto 29, 2007

as laranjas penduradas nas nuvens azuis da folhagem


1 Caminho ao Seu Encontro

"O Caminho é um doce e suave perfume. O perfume de um outro mundo."


"O Caminho pode ser definido como a grande compreensão. [...]
A idéia de compreensão implica encontrar a verdade das coisas."


"Há caminhos duros, caminhos mais ásperos, mas todos contêm, de alguma maneira, mesmo que os seus participantes não compreendam, uma dose importantíssima de amor."



-Paulo. do Grupo Gurdjieff de S. Paulo -

Intervenção


(29.08.2007)

UPSSSSSSSSSSSSS!


(Viajem de Alcântara a São Luís. Catamaram de Vela.Agosto.2007)

Os Nós na Viajem


(Eu & Rosangela: Algures na Noite de Alcântara. Agosto.2007)

DIÁRIO NEGRO DE SÃO LUIS (4ª Folha)

São 5 H. da manhã, mas
é noite fechada
e, por aqui
há um nó de silêncio.

Um astro ancorado nos olhos
diz "não"
a este Mundo medonho
das europas no estertor da doença
mais funda: a do espírito
que está a secar, sem
sem mais nada a dizer.


Não me venham com mais imagens
das glórias que se apagam
sobre os corações de pedra(s)
já sem vida.
Todos os Impérios desaparecem
em cada gesto hediondo, todos
os dias são assim-assim,
sem vocês, já darem por disso.
E a História, não está : Viva
nos livros, nos museus, por aí..
bem guardada em baús de cimento dourado
A História, quando "está", prolonga-se
nos actos de quem sente
o dever & o direito
de lhe dar : outras Novas Luzes.

Estais a morrer, aos poucos
muitos de vocês já morreram, mas ainda
não o sabeis
é que, a questão, a verdadeira Questão é que
os nossos filhos talvez não tenham tempo
de resgatar tantas mortes erguidas como glórias.
A juventude ofusca-se ( vocês lembram-se?)
com as 1ªs luzes,
e não têm tempo para o tempo
que irão ter mais tarde.

Só Vocês, OH! Sr.s deste antigo & carcominhado
lugar do Mundo
só alguns de vocês ainda
poderão reparar nas brechas
do Novo Sol, que já chegou.

Estejam atentos, pois o Tumulto já começou.
Não é tarde nem é cedo,
mas, nenhum mal se compadece
com tanta vã loucura, e
há 1 ponto nesta viajem
em que o mal se desmorona
e tudo já não poderá ter regresso
algum.


ACORDEM!!!, (p.f.) , desse sono de pedras falsas.
Comecem a Ter Respeito por TUDO
o que tem VIDA Tem.


( 1 dia destes, irão completamente despidos & Sós, para o Outro Mundo, e nada ali, Re Conhecerá o vosso vão esforço "disso",
apenas "isso",
que sois (?)
agora) .




(27-Agosto.2007)

Ei! JOU!!!


(Stº António de AL CÂNTARA. São Luís. Maranhão. 2007)

DIÁRIO NEGRO DE S. LUÍS (3º Plano)

Es Tou no bar do Fernando. Á minha frente há um jogo de futebol. Em plena noite, em plena praia bem iluminada, duas equipes defrontam-se, com todo o empenho deste e do outro mundo.
Lá atrás, o mar também continua vivo:sempre. Mais atrás, lá adiante,
a noite deixa ver uns pirilampos (vagaluzes), deitados sobre uma linha horizontal que se alonga até não ser mais que escuridão lisa, onde eu me perco em divaganções sem nome e mais tarde até regresso. Ao cais, da eterna espera.
E então, mais uma vez, sou "aqui & agora".
Parecem-me ser os sinais de St.º António de Alcântara, para onde irei amanhã,
Concerteza.


(20-Agosto-2007)

A Flor Verde Verde Verde


MSG Para Uma Menina Algures

e então, houve uma menina, que viu(?) as minhas luzes e francament eu sou Sincero- sou sempre muito pouco para quem não me vê- e então, aproximei-me através do silencio pela ida sem propósitos,e ela, viu o nome do rostoluminado pelos olhos e medisse: "eu-te-amo",
E,então, eu escutei, silencioso,mas- não era aquilo o que eu queria ouvir - Olhei e lhe disse o meu "não",,, em silêncio, como se devem dizer as coisas + graves, para lá ficarem, (e então tou canssssado disto tudo, e já Não Tou comPachorra pra Continuar e ProooooonToooiTÁ ASSIM, POR HOJE!!!!

Sejam FELIZES Tá?

TENTem!TENTEM! É , è mesmo Esse,, O CAMINHO!


1 H. - ?-08_2007

terça-feira, agosto 28, 2007

Alguém Vai


(Tunísia. Julho.2007)

Recado para Quem?

e então, eu era um aprendiz de poeta vagabundo a ser escravo da beleza de um corpo, eu escutei a sua luz, estive ali mesmo, aberto, com as 2 mãos entregues às outras 2 mãos, e ela estava distraída para os lados onde o mundo só empresta aplausos,
à espera
- concerteza -
de uma nova gazela fresca para o banquete canibal de sempre. O Mundo é assim.
E, então, eu pensava que era uma luz para alguém perto, não tão faroleiro como isso, mas uma luz de flor, subtil, anónima, algo que "estivesse ali" à espera, há muito tempo e não desse contas, mas estavas ainda distraída, ainda, voraz contemporânea dos dias consumidos, por um nada cheio de aromas artificiais & encantos de shoping.
Eu sei, que ela me procura na escuridão dos seus sinais abstractos, mas eu falo agora do que nos acontece: a brisa sobre os cabelos ao fim da tarde, o pôr-do-sol entre os dedos de uma "brahama", o riso solto de todas as cores que hei-de ver de mais perto.
Pois, o Amor é isto: coisa de longe que nos chama assim, deste modo singelo, sem nada esperar de ninguém.
(Gaia-Ciência-28-08-2007)

A CERCA DA BELEZA

John Cage, foi ele, eu acho, que contou isto algures:
- Havia uma mulher tão bela, tão bela, sei lá aonde.
Uma vez, decidiu atirar-se a um lago cheio de peixes vários, coloridos, divertidos, lindos mesmo, e espantemo-nos:
aquando do acto, os bichos logo fugiram, assustados.

- Mas, afinal o que é a Beleza?



(a todas aqueles & aquelas, que ainda são sobretudo "forma", ou por aí)

segunda-feira, agosto 27, 2007

Barco com Velas cor-de-laranjas ao Sol da Manhã


(Entre Alcântara= A Ponte , e ,São Luis. Agosto.2007)

"COM 1 REI NA BARRIGA"

Havia 1 Sr. que tinha um Rei na barriga. Vivia com aquele prazeiroso enfado de um parasita dentro de si, às vezes sim, outras vezes não, a maior parte das vezes, assim-assim, e lá anfadava ele através dos dias & dos anos, como qualquer coisa mortal, que se preza, nestas tolas maneiras.
Um dia, sei lá porquê, talvez pela ciência dos excessos que chegam sempre a um fim qualquer, o tal Rei, decidiu sair dali e começou a transbordar pelos olhos. E, era vê-lo, o tal Sr. que tinha ainda 1 Rei na barriga, a verter copiosamente lágrimas a jorro & tantas eram que iniciaram um rio.1º era um fio prateado cintilando ao sol, mas depois depois, já era uma estrada larga - ondulante e caudalosa que descia para outro local mais baixo, como sempre nestas circunstâncias.
E, então o tal rio, depois das 4 luas, já era tão cheio que estacionou num lugar plano, e assim ficou, demorado tranquilamente ameno e começou a ter nome de mar do arrependimento.
Lá está ele, no mapa de quem o vê, ao lado do mar morto, como um símbolo silencioso a cintilar quando há um sol-outro sobre as cabeças de quem provou das suas águas salgadas.


(Gaia-ciência. 27-08-2007)

A Cruz Que A Gente Sabe


(Brasil. S. Luis do Maranhão. Agosto.2007)

HÁ GENTE QUE MANDA NA GENTE SÓ PARA SE SENTIR GENTE

"gente" que manda na gente, só para se sentir gente. Eu, cá para mim, não gosto mesmo nada, dessa "gente". Prefiro, de longe, a gente que gosta da gente, sem lhe apetecer mandar na gente.Pois, essa "gente", que gosta de mandar na gente para se julgar gente, cá para mim, não são gente,mesmo. Porque se essa "gente" fosse realmente gente, entendia claramente - evidentemente, que não é necessário haver gente-por-cima & gente-por-baixo, dado que toda a gente nasce despida e toda a gente vai desta para melhor, vestida por outra gente.
Mas, porque é que o raio que os parta, dessa "gente" que continua a mandar em toda a outra gente, não começa por saber mandar bem neles próprios, para se tornarem verdadeiramente gente? Essa "gente" é muito infeliz, intranquila, sem paz por dentro, escura,etecetera, mas a gente não tem culpa, não é?, embora essa "gente" nos castigue por isso. Católicos, masoquistas, destes ou daqueles ramos, igrejas disto & daquilo, governantes grandes & governantezinhos pequenininhos, lá vê a gente, aquela outra "gente" a mandar, para nos enganar, dominar e roubar a gente.
Claro que também há gente que se deixa mandar, por essa "gente", e então só é gente assim-assim, entre os 2 lados das gentes.
Nesta coisa de haver gentes, "ser ou não ser é mesmo a questão", pois não há meias-gentes, própriamente dito.
(etecetera)
-texto-esboço-inacabado-quiçá- Agosto.2007-

esticando a pele dos tambores


(S. Luis do Maranhão. Agosto-2007)

saia do tempo assim


(S. Luis do Maranhão.Agosto-2007)

folha de um diário perdido de todo

bebo o 2º coco, na avenida da "ponta de areia". Li as primeiras poucas palavras do livro "Argos da Matéria" de Geovana Lima Fiddan. Gostei. Dará para tentar entrar mais lá para o fundo do seu lugar estranho e beluminoso, suspeito pelas primeiras luzes apanhadas nas mãos e no rosto, de frente desarmado.
A música aqui está o.k. assim, olho, olho, Vejo : à-volta tudo está no seu lugar certo
incerto vagar no tempo da brisa penteada pelos ramos destes coqueiros que me entregam o favor das suas sombras animadas.
eu também bem animado por tudo, vou indo para onde deus me quiser falar.
E, convosco leitores que desconheço e ainda bem, estarei sempre desde que haja luz,
luz,
luzes
de todos os lados,
será sempre
e
sempre
Bem-Vinda


(Brasil.São Luis do Maranhão.24-08-2007)

domingo, agosto 26, 2007

Singela Homenagem ao Maranhão


(Regresso: S. Luis do Maranhão.Brasilia.Lisboa.Porto.26-08-2007)

terça-feira, agosto 14, 2007

O Sopro ( 2º)


homen agem a 1 pintor desconhecido


(Mahdia. Tunisia.2007)

segunda-feira, agosto 13, 2007

imagem descida


Uma Flor com a Cabeça nas Nuvens


Materiais utilizados: suporte de copos dos hotéis
da cadeia "RIU", "acrílicos,
pinceis à mão-de-semear, saliva do próprio artista e cinza de cigarros.
Também,Clero, Liberdade (olá! A.R.R.= tudo Bem?) e uma
incerta criatividade a que sou completamente alheio .

"Vanidad, Tudo és Vanidad"

estava eu,comigo próprio, e muito bem assim, a ler uma estória do Jorge Luis Borges, quando, a incerta altura da Altura do que liiia, as letras do livro que mantinha entre as mãos, começaram lentamente, mui l e n t a m e n t e (mal se notava, era ou não eram?) e, e,e, Já (!) Eram luminosas e começaram a levitar do conto para um outro encontro e então lembrei-me, "Vaidade, Tudo é Vaidade ", e então, eu, contra a minha solidão acesa, já era o autor de outra estória, e tudo aquilo possuia uma chama (tão Viva !) , tão minha, como do J. L.B., como de ninguém, e era um fogo independente & livre & Aberto a todos os que o pudesseem viVer.
Foi assim.e pronto.
(3 H. e 23 m. 13-08-2007)

As 3 Palmeiras no Deserto

Posted by Picasa

sábado, agosto 11, 2007

e ao fim da noite,,, en fim!



P.S. (Nada de polítikas,O.K?) .Há, por aí, 1 blog que se chama "Ao Fim da Noite",
e até Dá para ir lá dar-uma-vista-dOlhos.


E, de Repente: TANTAs LUZes

E, de repente: TANTA LUZ!!!!!!!
meu deus
eu sou 1 poeta vagabundo à procura
de TI, mas
eu Não sabia como dizer
as palavras que agora já vou dizendo
e então calei-me à Tua espera
e depois de X anos, alguém por Ti
veio ter comigo, alguém
me empresta as luzes que agora
crio, para Iluminar TANTA ESCURIDÃO
dentro e fora de mim,
pois - agora, eu acho que Sei -
como tudo é penumbra de momento(s)
e o Teu Sol ainda está tãotanto longe do que eu sou
e do sol que eu vejo, cegamente (eu vejo?)
Inclino-me à TUA SABEDORIA
COMPLETA e Aqui & Agora
sou apenas escravo dos meus caminhos
e "Eles", muitos deles (Demasiados, não é?)
não sabem Ler esta luz simulada
esta Luz (Afinal!) IMENSA
que me faz dizer-lhes "Isto" assim:
eu ainda sou 1 "pikeno" sol, ainda sou apenas
a penas isto que vocês vêem em mim.
E,
nada Mais
que
a
Sombra
de um Grão
de
Areia
na vossa ilusão
de uma praia
apresentada:
Assim?



(poema eskrito de "jacto" que não tenho. mas. depois.perfecionismos?,pois talvez)

(gaia-ciência.Agosto ?.2007)


Restaurante: ROSA

Vim jantar ao restaurante da Rosa, umas lulas com caril (pra bariar), por acaso bem-mal amanhadas, pois não tiveram fogo quanto baste, o chinóca da cuzinha anda apressado sei lá porquê ? mas comi o suficiente, mastiguei esquecidamente os begetais que escolhi na travessa, bebo um "grão Vasco" branco (pra variar) 1 tanto ou quanto frescote como convém a esta Altura do ano e AH!
já está aqui o café & o bagaço da circunstãncia, que se apelida aqui! de saké de rosas .
e eu gosto desta coisa, nem sei bem se é pelo saké, em si, e, o seu efeito em mim, se é pelas rosas, mas tenho a ligeira impressão relativa (evidement) que é por tudo isto junto e depois estes chineses têm piada!!!
vendem-nos estes "bagaços" bem apresentados nuns cálices pikenos (como eles) e - eis a piada - quando a coisa tá Xeia: a gente espreita Lá para o Fundo e HÁ uma gaja (sempre uma gaja chinoca, é claro) está Lá mesmo no fundo, uma chinoca toda descascada numa pose, não é erótica, amigo, é Mesmo naquela base de "vem kerido, arma o teu pau e vem(-me) desancar Toda que eu serei a tua querida e mansa escrava"
mas,,, mesmo para akeles makakóides ( Tás a Ver?) , que andam nessa, afundados no "mundo dos Desejos", a coisa fica por ali, pois a tal gaja despodurada não sai dali, e +, vai desaparecendo aos poucos ou assim-assim-consoante-um-gajo-bebe -o - saboroso - néctar que irá enlaçar o estômago cheio ,ou + ou - bem assim.
Os tais taradinhos do sexo, mesmo que não sejam "taradinhos" do álcool, pedem "EI!!!!! PZZZZZT!!!"É Maiz Um! Ás vezes, lembram-se de acrescentar o respectivo e conveniente "p.f.", porque sim. Outras vezes, só fazem os equivalentes gestos de pedir + uma Coisa Daquilo e , claro,poupam N energias para o trabalho do dia seguinte, que o patrão deles é daqueles,etc.
E, voltam a mirar, com os olhos das suas almas desalmadas, Mesmo esbugalhados de Todo, a fêmea desarmada, que Os chama lá do fundo, mesmo ao lado das "petites files" que estão a "criar", como papás tão estremosos, meu deus ?
(comprendem-me?)
Eu, Não.
Adiante.
Cá na minha, pedi agora outro "SakÉ de Rosas" porque 1º : gosto de álcóol (ao fim do jantar, apenas, tão a ver? pela noite adiante, às vezes, etecetera) e em 2º lugar, eu amo rosas, eu amo todas as flores, eu amo as cores, eu amo os aromas, as elegâncias, os silêncios, as sombras, a permanente entrega aos outros e a si próprias, das flores , ai-Ai! como eu amo as flores. S e m p r e tranquilas, sempre à mão-de-semear de qualquer mão amiga ou matreira, eu amo despodoradamente estes objectos de deus, que - cada vez mais - me ensinam o que são as pinturas & as tais artes que os makakóides só enchergam, quando Lhes cheira ao "vil metal". En
Fim.
(e penso d e m o r a d a m e n t e :
Mas, kal é o Pub aqui + perto? .................. ....... .... .... .. .)

e.eu.dou-te.esta.luz


(gaia-ciência.11-08-2007)

sexta-feira, agosto 10, 2007

pensamentodoano



P.S. :foi a Manuela Faria - a Manela, minha amigona - (alguém conhece?)
ke me enviou esta "prenda.
Axei tão "gira", tão "gira", tãotanto LINDA, que resolvi
colocá-la aki. Parece ke até, até, nos FAZ Pensar,
Não é?

Há prendas ASSIM: acontecem-nos, e nem Vêmos lá
o Seu AUTOR, & ke importa Tal Coiso?

( Não é?
É ?
Ou,
Não É?

Vá Lá, Decidam-Se!
ke tempo até nem é dinheiro)



PENSAR GLOBAL+MENTE & AGIR LOCAL+MENTE



( a imagem "original" donde saiu esta, pertence à Casa NATURA.)

(Espero que não haja quais ker problemas, nessa coisa dos direitos de autor ou imagem, ou,
pois a minha (?) ideia e dar continuidade à Ideia Deles.e entretanto, quiçá, haverá marketing..)

quinta-feira, agosto 09, 2007

era um dia na Tunísia e haviam 4 minúsculas luzinhas


era uma noite na Tunísia e havia uma luz lá ao


- Julho.2007-

poema ainda cem título(s)

Saudar o Sol 3 vezes
Saudar a Lua também 3 vezes
Saudar o Dia 3 vezes
Saudar a Noite também 3 vezes

... ... ... ...

são assim os meus dias
e nos intervalos, passear-me por entre
belas florestas com muitas cores
(nas árvores, nas plantas, nas flores, nos animais, sobre-
tudo, às vezes, nos pássaros a iluminarem o azzzul
em arco-irís cheios de leveza e canções mudas
de amor assim).


dizia eu, passear-me, também escutando
o meu grande amigo de sempre
uma onda e depois outra
onda
e depois, ainda
ou tra,
onda
que chega adormecer aos meus pés nus
mas não é verdade, Tudo volta a Ser
de novo a mesma-onda-outra vem beijar-me
as mãos, quando me inclino naturalmente
sobre
a
Vida
e, recebo o sal da água, enfim
ancorado em mim.

sei, como sou pequeno e ainda sou
salgado demais para com outros makakóides que poluem
a vida, todas as Vidas, mas
eu pressinto que anda por aqui um deus,
demasiado perto, ouço as luzes e perco o medo,
,aos poucos, também perco a escuridão
e deixo-me esquecer de Todo,
aquilo que fui (não era) : 1 simples esboço
de um ser que agora acorda para uma outra imagem
vã, essencialmente, vã, como todas
no entanto, vou continuar a saudar o Sol, a saudar a Lua
a saudar o Dia & a Noite, porque é daí
que me vem o eco lá longe da fonte
onde as águas invisíveis das estrelas + puras
cantam e cantam e encantam os meus(?) ouvidos



(coisa escrita à 1ª. A necessitar do re+Visões - A gosto de 2007)

-Dedicado à Helena (Blog: "ORION") e a Todos os amigos do peito que tenho(?), por este mundo a fora.




quarta-feira, agosto 08, 2007

Outro "recado" : A NOSSA CASA AZUL


- Há que RESPEITAR ESTA NOSSA GRANDE CASA,
ELA, já começou a Dar-nos (há N Tempo) N Sinais de que
- ASSIM !!! -
NÃO DÁ, Mais
,vamos Lá a VER se os Macacos de coeur noir "Atinam"
(Atinarão mesmo?????????)

As Portas Por Abrir

Nesta Vida: São sempre inúmeras as portas que posso ( e Tu também) abrir,entrar, sair, voltar abrir entrar e sair, etecetera
mente

Sinais ( 2º )

(...) porque eu amo a Vida (meu amor) e então sou cada vez + simples aos teus pés e no alto da minha humildade digna eu serei o teu "escravo", se assim o quiseres, pego-te na mão esquerda e levo-te a dar conta(s) para um lugar de girassóis tranquilos, onde há só 1 deus amarelo, e em cada flor outro pequeno deus de uma cor diferente, é mesmo aqui ao nosso lado, eu levo-te com algum esforço (meu amor) e serás a minha companheira na tua caminhada, mas, só te peço uma coisinha em troca, nada de comércios, concerteza (meu amor), e é apenas isto: p.f. não me atraiçoes com aquela faca do desamor pelas costas, sim só pelas costas eu sou bem frágil porque é aí por aí que nasceram as "minhas" asas que te querem mostrar como é voar.
(cont. de texto anterior.Pág. não sei quantas.Talvez prossiga talvez não)

Azul - Turquesa


Mahdia.2007

Le Bateau Rouge


segunda-feira, agosto 06, 2007

pág.s de um diário que não existe (NUNCA É TARDE?)

são tantas da tarde, sei lá quantas tantas são, e NUNCA É TARDE para.
Cheguei a casa: sofá de descanso pernas esticadas uma ao lado da outra, braços cruzados na nuca e , para já, "soul rebel" para os 2 ouvidos.
Então, antes disto: fui ter com o meu irmão mar, ao "tic-tac", estava Afinal ! uma ventania dos diabos, tal o spide do ar ali, que as bandeiras atiravam para, até sei mesmo para aonde, uma barulheira no mínimo, mui desagradável.
E, lá dentro do "tric & trac" , a coisa também não estava mais nem menos. Só, aparentemente.
Sentei-me, claro, com a tromba que deus me deu, virada para os 2 planos azulados, através de uma janela bem suja, por acaso(?) , e,e,e, às vezes uma gaivota rasgava-me a visão ou a concentração ou algo assim, nesta onda de querer estar só por estar, a pastar o olhar - sem grandes nem pikenos anseios acerca do mundo ou da vida ou outra insignificância qualquer.
Tentei uma ou, até, duas vezes, dar uma vista-de-olhos ao livro que estava comigo, mas não passou disso mesmo.
À-volta, mesmo à minha volta, quase em cima de mim, havia também uma ventania do caraças, só que nesta circunstância era algo de mais ruidozo, Ainda mais.
Havia lá adultos a berrrarem em alto & mau som, uns contra os outros e eu nem entendi porque, até não estavam - digamos assim - a discutirem, pareciam estar (mesmo?) só a conversar - e, volto a repetir-me: porque é que "falllavrrram" azzzim? às vezes, uma ou outra fêmea desta espécie, dava(ou Impunha?) uma daquelas gargalhadas de sons istrridentes (tão a ouvir ?) que azurumbavam o ar, já de si muito , aliás muito mas pouco (tão a ver?), do local. outras vezes, era só 1 guincho, eco eventual de 1, ou outros ou muitos orgasmos sublimados naquela base de freud e pataratas (pedófilos?) do género e o que acontecia nos meus ouvidos?: eram grunhidos rápidinhos, género "Ai-Ai-Ai, meu deus, ke me saiu cá de dentro,mas eu não dei conta de nada, sou inocente, abro as pernas a qualquer 1 sendo sempre uma vítimazinha do coiso dele"(Bai uma "rapinha ali no W.C., sua "loira burra", olá, gabriel ,mon ami du Brasil,Le Penseur, O.K., t,amos nessa,.............e há que o BERRARBERRAR & BERRAR aos ouvidos destes: "eles têm ouvidos mas..não ouvem, eles têm olhos mas... não vêem...." etc
Hó!!!, Mas , Não & Não, sua vaca, o meu esperma é a via láctea para ti e aí eu aprendi a não Ser , só animal.
Claro que também não podiam faltar as crianças nesta estória. Quase todas (porrra hoje, tive mesmo azzzar. e, logo - no meu geito de macacoide - fui obrigado a pensar: "mas ke mal fiz eu a deus?") e, então as pobres crianças eram lógicamente a cara chapada evidentemente das suas respectivas mamãs e dos seus, também respectivos papás.
Coitadas das infelizes. Mas.
Que posso eu fazer (???) por todos estes seres desavindos?
Em função do panorama exposto anteriormente ( segundo o meu ponto de bista, tá certo?) o que é que eu fodia fazer-me?
Foder-me e a tár a ver a coisa a foder-me? Deixar que os meus peidos(que aliás não divulguei na ocasião) pudessem salvar aquilo?
Bom , meu,vamos salvar e jJÁ a pele, + uma vez! - Salbar a pele, e sobretudo a alma, e os oubidos, e os olhos, e o corbo todo.
- Peguei em mim, o mim pegou no seu veículo de 4 rodas redondas e biemos todos juntos para a casa do patrão destes gajos todos.
Aqui , agora já na toca , sentado no meu trono de animal minimamente (?) tranquilo com o meu destino, escuto "Livros" do caetano e vem-me este pensamento à cabeça, como é bom existirem por aí Seres-Humanos assim, a tropeçarem por entre as (suas) estrelas dos caminhos que percorrem e a serem felizes com tudo isso, o que é sempre tão pouco e eles sabem-no, e a dizerem-me longe, o que escuto aqui mesmo - aqui e agora - a-cerca dos maravilhosos sóis comuns que há nos múltiplos universos vivos enfim
(gaia-ciência.6?7? / Agosto/2007?)

1 Sinal, 2 Sinais, 3 Sinais, 4 Sin


(Imagem criada pelo autor do Blog. Cem direitos de autor.Só, cem)

Sinais (1º)

és bela, mesmo quando danças dentro da tua escuridão viva, és uma mulher-verde com o teu corpo de laranjas-acesas e eu saboreio as tuas cores, de longe, de longe, com o tempo aprendi a ser longe para ser mais, perto de Tudo.
E, digo-te também assim: eu amo a Beleza de um corpo belo, amo a Beleza de 1 espírito (ainda) acordado, mesmo que tresloucadamente acurdido com a sua luz que só presssssente, eu amo todos os que (ainda) se querem libertar da sua - própria - escravidão, porque
Antes de tudo, Amo a Vida (mon amour) e então sou cada vez mais simples nas coisas fundamentais do amor, pois só o Amor, é a coisa Fundamental da Vida.
(.......)
( Fragmento s/ ser trabalhado, ainda. Acho que terá cont.)

domingo, agosto 05, 2007

PORTA TRANS TRANSPARENTE



(foto tirada em Mahdia. Tunisia)

pikena ideia - género pensamento ke passou por mim

A bem dizer, só "vemos" à-nossa-volta, o que já somos. Parece-me
que TODAS as formas do Mundo, são
um ténue reflexo
de Todos os seus seres vivos.
A REAL+IDADE é outra. e ESTÁ AQUI, mesmo à frente dos nossos olhos.
Mas.
- Quantos olhos precisamos para a enxergar?
2 ? 20? 200? 2000? 20000000000etcs?

TUNÍSIA

- पेकुएना होमेनागेम à Tunísia-२००७.

पिकेनो pensamento

आ बम dizer, só वेमोस à-नोस्सा-वोलता ओ कुए já सोमोस।
परेस-मे कुए तोदास अस फोर्मस दो मुन्दो, são १ रेफ़्लेक्षो डॉस सेउस सेरेस व्वोस। उमा Ilusão डॉस सेंतिदोस।
आ रेअल+इददे é ओउत्र॥ ए, está अकुई, मेस्मो à फ्रेंते डॉस नोस्सोस ओल्होस।
मस।- कुंतोस ओल्होस प्रेसिसमोस परा आ एन्क्षेर्गर्? २? २०? २००? २०००? २००००००००एत्क् ?.....
(मह्डिया-२०७०?)

sábado, agosto 04, 2007

Um Lugar Assim


(Place do Cairo.Tunísia.2007)

PLACE DO CAIRO

Aqui estou. Sentado. 1º, um sumo de laranjas a sério. Agora, um chá, bem quente, de menta. Tranquila+mente.
Há pessoas à minha volta, todos Tunisinos de gema,-,- duas gajas lá das europas. São as únicas a sacudirrrem o ar geral com ruídos: Altas palavras, Altas rizadaz, altas (a penas) por fora.
Esta praça de Mahdia é um lugar onde poiso, ás vezes, para aprender, + um pouco do espírito deste País. Contudo. Com Tudo, Claro.
.......... ...... ..... ... .
aconteceu-me, mesmo agora, abrir-se ali outra porta, "doucement", e então
lá voo eu para out

-Tunísia-2007 (?) -

sexta-feira, agosto 03, 2007

A QUESTÃO (2ª)

A QUESTÂO NEM É, MUDAR O MUNDO.

A (1ª) QUESTÃO É MUDARMOS A NOSSA PERCEPCÃO ACERCA DO MUNDO.


E
ENTÃO
DEPOIS,
sim

Lembranças de Viagens



Re gre s sei há pouco de 1 País, do chamado "mundo árabe". Trouxe na mala 2 ou 3 objectos. Entre eles, um exemplar do CORÃO.
Comigo trouxe muuuiiitas outras COISAS.


(Gaia-3-8-07)

quarta-feira, julho 18, 2007

1 Aqui, 2 Acolá, Tudo é IMENSO / Ou, Não É?

(Rio Preguiças.Pequenos Lençóis.Estado do Maranhão.Brasil)

Canção

tropeçando na minha luz
eu cá vou caminhando...
tro/pe/çan/do/ na minha cruz
eu cá voo caminhando.............




(Ocidente. Europa.Antes das 1ªs férias.18-Julho-2007)

Auto-Retrato


(Autor: José Alberto Mar. Técnica-Mista)

O MEDO DA ROSA

Eu sei a rosa da cor da luz ao amanhecer o mundo, a primeira imagem antes de qualquer palavra, mesmo antes do verbo , era deus e a sua solidão era deus a sonhar a minha vaidade de o imaginar assim, na soberba imensidão vazia, que nunca foi.
-Sei como a rosa se levantou, pétala a pétala, no seu fulgor de luz errante, hilariante e como o seu esforço vai adiante.
Sei e claro que não sei, a cor da rosa, nem a imagem da própria rosa, nem essse deus nada assim, de que vos falo só para me libertar de mim, e assim pressentir nas palavras que semeio, esta assustadora liberdade de ser humano.
(Algures em Julho de 2007)

A Dança das Cabeças


(Autor: J.A.M. Desenho. Técnica-Mista.65X85)

COISAS COMUNS


pessoas assim, chegam-nos sei lá de onde, instalam-se num lugar qualquer mais substantivo do nosso corpo onde ciclicamente amanhecemos e morremos e parece que as levamos conosco para todo os lados, sem darmos conta da leveza que nos dão.
E com o tempo, prolongam-nos entre as palavras anónimas das conversas mais íntimas, sem nada sabermos do que acontece e que importa?









(Julho-2007)

terça-feira, julho 17, 2007

Secção: Os GRITOs (6º)

QUANDO ~~O~~MAR~~BATE~~NAS~~ROCHAS~~QUEM?

Dei + uma vez uma vista-de-olhos ao Blog :

"DO PORTUGAL PROFUNDO"

(http://doportugalprofundo.blogspot.com)

e ficou isto.





(17-Julho-2007)

O Sopro


O Medronho do ALGARVE

O medronho tem o sei quê de solar, enquanto ainda há Verão. Depois de mais uns goles pela tardadiante, tem um não-sei-quê-de-sono toldado de vermelhalanranjado nocturno e uma espécie de lucidez trópega mas espontânea.


- À beira desta varanda onde as gaivotas roçam as suas asas nos meus cabelos.

Mesmo à beira dos sons deste mar aberto a todas as divaganções que sobrevoam as pequenas ciências das palavras,
já me cansam.








segunda-feira, julho 16, 2007

Momento - Monumento - do - Mundo


( V. N. de Cerveira-Julho.2007)

"Ao longo dos últimos oitenta anos, comecei
cada dia da mesma maneira.
Não se trata de uma rotina mecânica,
mas de uma coisa essencial
à minha vida diária.
Sento-me ao piano e toco dois prelúdios e
fugas de Bach.
Não me imagino a fazer outra coisa.
É uma espécie de benção para a casa.
Mas não é só isso que significa para mim.
É como que uma redescoberta do mundo
de que me alegro de fazer parte.
Inunda-me a consciência do milagre da vida,
da sensação prodigiosa de ser
um ser humano."
(Pablo Casals . 1876-1973)

VISITA

(Sarau de Poesia. Declamador: Pintor ANTÓNIO DOMNGOS.C.L.P.-2007)



Fui a uma espécie de recital de poesia. Era 1 amigo que ia declamar poemas da Natália Correia e quando se trata de amigos, eu até apareço quando calha.(quando não se trata de amigos, eu só apareço se calhar, por acaso). Gostei da coisa. O meu amigo tem geito para aquilo, escolheu com ritmo q.b. o alinhamento dos poemas, estes saíram da boca para o ar com a intenção de tocar nos presentes e tudo isto, foi benzinho até ao fim, na companhia de um wuisky (meio-marado) onde só uma pedra de gelo teimava em ruidar demais.
O rol de poemas da N.C. acabou por se fin(d)ar e depois apareceram os eternos diseurs esporádicos, uma Sr.ª a sério de vestido preto bem decotado, um Sr. bem aprumado, a lançar ao ar um poema decorado com a sua própria memória e mais uma menina, bem interessante por sinal, que pegava num livro e descobria um ou outro pedaço da Natália, como se o visse com espanto da sua 1ª vez.
Também tirei fotografias, para um lado e para o outro. Registei o acontecimento, como um bom aprendiz a profissional na matéria, ou quase.
Um dia destes, olho para estas imagens e já não me lembro em que noite ou dia aconteceram.
Depois, vim para casa, e tudo isto já era uma outra coisa qualquer.
(Julho-2007)

sábado, julho 14, 2007

Biblioteca,bibliotheck,bibliothrk, library,dsdsf,jtrt,hghd


IMAGENS AFUNDADAS NA MEMÓRIA ( 9ª )

A luz que se levanta
para os olhos
a dulce vita espalhada
no rosto do dia.
As cores viajantes
na seiva e no sangue
as estrelas caladas
os sons dos pássaros ao lado
as águas do rio. O
momento que se completa
e depois já é outro momento-
-monumento da vida.



(Coisas & loisas da memória.In, "A Primera Imagem"-1998)

Casal (Série:Ironias do Destino)


(Desenho de J.A.M.-Técnica Mista-50X30)

À+CERCA DO AMOR (2º)

Conta uma lenda indígena que, certa vez, Touro Bravo e Nuvem Azul chegaram de mãos dadas à tenda de um velho feiticeiro da tribo e pediram:
- Nós nos amamos e queremos ficar juntos. Amamo-nos tanto que queremos um conselho que nos garanta ficar sempre juntos, que nos assegure estar um ao lado do outro até a morte. Há algo que possamos fazer?
E o velho, emocionado, ao vê-los tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse:
- Há, há algo que podeis fazer: Nuvem Azul deves, apenas com uma rede, caçar o falcão mais vigoroso e traze-lo aqui, com vida. E tu, Touro Bravo, deves caçar, também, apenas com uma rede, a mais brava de todas as águias e trazê-la para mim, viva!
Os jovens abraçaram-se com ternura e logo partiram para cumprir a missão.E o feiticeiro postou-se na frente da tenda para esperar os dois amantes com as aves.O velho constactou que eram realmente os formosos exemplares que lhes havia pedido e ordenou:
- Peguem as aves e amarrem uma à outra pelos pés com essas fitas de couro. Soltem-nas amarradas para que voem livres.
Eles fizeram o que lhes foi ordenado e soltaram os pássaros. A águia e o falcão tentaram voar, mas conseguiram apenas saltar pelo terreno.Minutos depois, irritadas pela impossibilidade de voar, as aves se atiraram-se uma contra a outra, bicando-se até se magoarem.
E o velho disse:
- Jamais esqueçam o que estão vendo, este é o meu conselho.

sexta-feira, julho 13, 2007

Duas Janelas Nocturnas



"Eu me pergunto: se eu olhar a escuridão com uma lente,
verei mais que a escuridão?"
- in, A Paixão Segundo G.H. de Clarisse Lispector)

AS APARENTES LEIS DA DESORDEM

paisagens e mais paisagens e eu entro e saio com a cabeça iluminada pela leveza por onde muito vivo. Altura, largura e comprimento, eis as 3 linhas, onde me puseram a respirar.
Mas - eu voo. E nestes voos há estrelas domesticadas pelas almas de quem é pouco. Tudo se passa em silêncio, porque os homens ainda são demasiado barulhentos e afugentam o que é grande.
(2007)

quinta-feira, julho 12, 2007

"A Fenda Erótica"


QUERO-COMER-TE


O que eu queria era comer-te. E, ao comer-te sentir o gemido mais profundo do teu ser, no fundo atento do meu silêncio e assim puder saber quem somos.
Depois, Sentir se o teu Universo é junto ao meu, ou se ambos nos encontrámos por um acaso cúmplice que ainda anda longe de nós.
(Gaia-Algures baila a letra "M."13-07-2007)

quarta-feira, julho 11, 2007

Uma Sombra Sobre a Rosa


(Julho-2007)

A+CERCA DO AMOR

(fragmento)
e andamos nós e elas e eles à procura de um amor especial, que os salve do inferno legalizado e sem-norte dos dias que correm, como se tal fosse assim possivel.
Todo este desejo, toda esta busca vive , nasce e volta a renascer de um nevoeiro espesso e branco. Encontra os outros, como estátuas inesperadas, que no fim de contas, procuram o mesmo.
Ás vezes, tocam-se, mas trocam-se de um modo tão urgente, cruzam e entrecruzam laços & abraços & números de telemóveis, mas tudo são gestos esfumados, feitos da pressa miudinha que a solidão vazia gera e não há tempo para se instalarem no interior dos corpos que os armou.
E, "armar" um facto, nada tem haver com viver um acto de amor .
De um lado há o vermelho e do outro, o cor-de-laranja, quando nos lembramos com nitidez, das laranjas bem maduras penduradas nas verdes nuvens das folhagens das suas árvores, e já agora, quando depois levantamos os olhos para um céu azul-espelho de um mar evidentemente transparente.
Quero eu dizer: só podemos encontrar um amor, quando saímos pelo mundo, muito+ frágeis muito + fortes, bem ligados à nossa voz mais íntima, porque o seu eco para os outros, já anda por fora de nós.
(texto espontâneo,2ª versão, a ser etecetera. 12-07-2007)

Coisas Simples


JÁ - NÃO - TOU - NESSA - POR- AÍ - NÃO - VOU - E - PONTO - FINAL


Se me apetecesse, apresentava-me como uma vítima do Mundo, um ser à parte cheio de boas intenções, com 1 coração de ouro de elevados kilates e muito consciente das minhas irrefutáveis razões acerca do que deve ser ou não deve ser a Vida. Mas.
Não me apetece nenhuma pose, nenhum troco, nenhum aplauso, nenhum negócio. Eu cá ando, distraído para os lados onde deus se vai revelando sem parar. Nada de transcendente, caros amigos, nada de voos vertivais onde o espírito se desapega do corpo e depois , a certa altura, já não sabemos nada.
Refiro-me às coisas + simples dos dias. Exemplos? São tãotantos e a melhor literatura fala deles como cachos de uvas num bom ano de colheita.
deus está sempre em todos os lugares e em todos os momentos. Basta estarmos atentos aos seus pormenores, aos nossos gestos dentro e fora dos seus, basta estarmos inteiros para todos os lados abertos.
Não estou nessa de impingir mais uma solução. Falo de mim, porque é assim que a gente é. Como quem quer partilhar os seus pequenos sinais na passagem por este mundo. Como quem, procura as respostas que nunca terei. Como quem se espanta, em cada instante, pelo facto de haver Vida , e de nós estarmos precisamente aqui!, mais ou menos acordados, dentro desta Vida, e nada sabermos da imensa noite profunda que nos ilumina.
(texto imediato-12-07-2007)

terça-feira, julho 10, 2007

A Viagem


QUASE SOU FELIZ ENTRE

É Julho é Verão quase sou feliz entre as cores acesas das cerejas e as palmas das mãos tingidas de sinais.
Penso como durmo, é um outro sono no meio do tempo mais vagaroso e às vezes há a palavra "memória" ou a palavra "felicidade" ou outra palavra qualquer cheia de saídas e no fim do dia, ainda dou comigo pelo cais a olhar os barcos que vão e vêm sobre as águas distraídas do rio.


(V. N. Gaia-7/7/07)

segunda-feira, julho 09, 2007

Entre a História & o Vazio: O Nevoeiro à Beira Mar


(Foto de J.A.M.-Algures na Costa Atlântica)