terça-feira, julho 22, 2008

Série: As 7 Portas

. A Porta Árabe.

Se eu soubesse quem me sopra..

Entre os dias assim-assim e a loucura que cresce por dentro, porque até há um sol maior que só tu sabes e sentes, haverá uma distância, uma longa ausência, onde as máscaras que criaste ao longo dos anos se desvanecem, e então achas que" já não tens pé" à frente das ondas que acontecem e pensas :"estou perdido", mas não! isso é 0 início do teu próprio caminho, estás somente desamparado por momentos, deus não se esqueceu deus está em qualquer lugar onde te queiras encontrar, e então ou regressas aos dias circulares desse inferno morno que alimentas por hábitos e hábitos de séculos, ou "dás o salto" e acordas num outro lugar mais tranquilo contigo mesmo.
- E a felicidade , ao fim e ao cabo, não tem haver com isto?
(Gaia-22-Julho-2008)

segunda-feira, julho 21, 2008

Rocha debruçada sobre a sua silênciosa sombra e nas suas costas os sons do mar

- Praia da Madealena-Gaia.Julho.2008-

Neil Young - Helpless (The Last Waltz)

(J.A.M.-2008)

é a noite e dentro dela a outra luz dos sonhos torna esta vida mais inteira. basta debruçar-me sobre os sinais. abri-los, como frutos maduros entre as duas mãos, esquecer-me por lá até à cegueira.

e depois vem sempre a infância, as primeiras imagens, a aventura da descoberta, o mistério, a devoção do corpo esquecido àquele instante único na vida, o primeiro amor que não se esquece.

por mais que as noites sejam longas através da idade e haja dias muito acesos para cima como os faróis no meio dos mapas dos mundos.

(21-Julho-2008)

quinta-feira, julho 17, 2008

Cowboy Junkies (Sweet Jane)

(A não esquecer, nesta estória, o Sr. Lou Reed, claro)

(J.A.M.-2008)

De um lado, abismos, visões onde os nossos olhos são sempre estrangeiros

e do outro lado, dançam os sonhos entre esferas

transfiguradas em: palavras, imagens, silêncios e ausências.

É pelo meio, na fenda que cada corpo abre nos dias, que o Mundo cresce

às costas de seres mais iluminados, que outros desconhecem.

(16-Julho-2008)

terça-feira, julho 15, 2008

Pequena Lembrança


Sergio Godinho - Primeiro Dia

domingo, julho 13, 2008

IMAGENS AFUNDADAS NA MEMÓRIA

Um rosto visitado pelo sol
por onde é fácil
estar no Mundo
afastar as margens dos sentido
olhar a Terra e dizer:
é este o meu destino.
Com uma mão cheia de pensamentos se fabricam
as casas das idades humanas
Com outra mão cheia de sentimentos
se põe em cada lado o lado mais vivo
de uma vida.
Respiramos por intervalos
entre os desejos desalinhados das nossas luzes
mais solitárias e mais íntimas.
E, quando os dias se afastam
há um canto absoluto abandonado em cada rosto
e no lado mais fechado do nosso corpo
deus pergunta-nos o seu lugar.
(in, " A Primeira Imagem", 1998)

Reflexão Visual

(Julho-2008)

terça-feira, julho 08, 2008

OS OLHARES SÃO PONTES E POR VEZES, AS PALAVRAS TAMBÉM

Os olhares são pontes e as palavras também entre demasiadas margens as imagens colhem dos dias outras claridades e outras penumbras.
Dizem: é a memória das coisas. Assim
com a noite acesa para todos os lados e a silhueta do espanto atrás da mão que escreve.

sexta-feira, julho 04, 2008

O Boi Enraivecido

(Escultura Africana)

Série: O(s) GRITO(s) Nº 15 - "EMPRESAS PÚBLICAS ROUBAM OS CIDADÃOS"


O Sr. Dr. Marinho Pinto, convidado pelo Movimento Cívico de Paços de Ferreira para falar sobre o tema “Direitos de cidadania versus Poder Económico”, deixou-se mais uma vez de fidúcias e disse, sem papas na língua, aquilo que milhares de portugueses pensam e engolem ou dizem entre dentes prós amigos de confiança, ao atravessarem os seus dias & noites cada vez mais pardacentos e infortunados.
Eis algumas dessas evidências, que proferidas pelo Bastonário da Ordem dos Advogados, talvez possam tornar-se mais luminosas para as consciências mais ancilosadas:
“O país assiste a roubos institucionalizados e legalizados”; “ (…) algumas empresas públicas praticam taxas e preços especulativos, muito acima do livre jogo da oferta e da procura de mercado”; “ (…) o sistema público está organizado, não em função das pessoas, mas dos interesses das empresas”; ”cerca de 80% da população está a trabalhar para bancos, que não produzem nada”; “ (…) a economia funciona como casino: ganha-se ou perde-se. Quem ganha é quem der o golpe das acções e das especulações”; ”o país vive momentos terríveis de criminalidade, pobreza e miséria que arrepia (…)”.
(texto baseado num artigo de José Vinha, pág.8 . Jornal de Notícias-4-Julho-2008)

quarta-feira, julho 02, 2008

Um barco atravessa para um outro rio

(1ºrio: Rio Preguiças-2006)

Barco Negro - Amália

quinta-feira, junho 26, 2008

Eu Não Gosto Nada De Citações, Mas...

(J.A.M.-2008)

Felicidade e Alegria
"Não creio que se possa definir o homem como um animal cuja característica ou cujo último fim seja o de viver feliz, embora considere que nele seja essencial o viver alegre.
O que é próprio do homem na sua forma mais alta é superar o conceito de felicidade, tornar-se como que indiferente a ser ou não ser feliz e ver até o que pode vir do obstáculo exactamente como melhor meio para que possa desferir voo. Creio que a mais perfeita das combinações seria a do homem que, visto por todos, inclusive por si próprio, como infeliz, conseguisse fazer de sua infelicidade um motivo daquela alegria que se não quebra, daquela alegria serena que o leva a interessar-se por tudo quanto existe, a amar todos os homens apesar do que possa combater, e é mais difícil amar no combate que na paz, e sobretudo conservar perante o que vem de Deus a atitude de obediência ou melhor, de disponibilidade, de quem finalmente entendeu as estruturas da vida.

(Agostinho da Silva)

segunda-feira, junho 23, 2008

A Noite Ainda Respira Por Dentro

(J.A.M.-2008)


A noite ainda respira por dentro.
Os pássaros já começam acordar o novo dia.
E eu canto os primeiros ecos da alvorada.

10/05/06

O FADO DE CADA UM

(J.A.M.-2008)

"Não só as coisas acontecem com as pessoas, (...) cada um gera também aquilo que acontece consigo. Gera-o, invoca-o, não deixa de escapar àquilo que tem de acontecer. O homem é assim. Fá-lo, mesmo que saiba e sinta logo, desde o primeiro momento, que tudo o que faz é fatal. O homem e o seu destino seguram-se um ao outro, evocam-se e criam-se mutuamente. Não é verdade que o destino entre cego na nossa vida, não. O destino entra pela porta que nós mesmo abrimos, convidando-o a passar. Não há nenhum ser humano que seja bastante forte e inteligente para desviar com palavras ou com acções o destino fatal que advém, segundo leis irrevogáveis, da sua natureza, do seu carácter. "
(Sándor Márai, in "As Velas Ardem Até ao Fim")

sábado, junho 21, 2008

FIM-DE-SEMANA

(Imagem trabalhada-digitalmente.J.A.M.)